Professor de Sorocaba com perda auditiva adapta aulas e estuda Libras para continuar ensinando
Marcelo Alves Moraes, docente de ciências com perda auditiva, modifica métodos em Sorocaba e investe na aprendizagem de Libras.
Marcelo Alves Moraes, de 55 anos, professor de ciências e práticas experimentais na Escola Estadual Professor José Odin de Arruda, localizada na zona oeste de Sorocaba (SP), enfrenta os desafios de uma perda auditiva progressiva adaptando sua rotina de ensino. Com 26 anos de experiência em sala de aula, Marcelo acumula uma trajetória marcada pela constante reinvenção para manter a conexão com seus estudantes.
Ele recebeu em setembro de 2026 o prêmio “Professor Nota 10”, concedido pela Secretaria da Educação de São Paulo, reconhecimento ao seu empenho pedagógico. A perda auditiva iniciou-se na fase adulta, dez anos após seu ingresso na docência, e atualmente ele convive com um incômodo zumbido constante e recrutamento auditivo, que acarreta sensibilidade elevada ao som e cansaço mental e físico.
Para superar essas dificuldades, Marcelo utiliza metodologias ativas e experimentos práticos com um total de onze turmas do ensino fundamental. Ele também investe na comunicação por meio do estudo da Língua Brasileira de Sinais (Libras), realizando uma pós-graduação que amplia sua compreensão sobre diferentes formas de percepção sensorial.
Marcelo compartilha sua visão sobre a importância da empatia e do respeito às maneiras singulares como cada indivíduo percebe o mundo, entendendo que essa conscientização poderia reduzir conflitos na sociedade. Formado em Biologia e Educação Física, o professor destaca que a educação é seu caminho para continuar ativo e conectado, mesmo diante das limitações impostas pela condição auditiva.
O docente relata que, apesar dos efeitos do recrutamento auditivo, que provoca desconforto devido à sensibilidade exacerbada a ruídos, ele mantém o comprometimento com a prática educativa e busca adaptar suas estratégias didáticas para garantir a participação e o engajamento dos alunos.