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São Paulo

Bebê de 7 meses segue internado desacordado há duas semanas em Sorocaba sem diagnóstico definitivo

Joaquim Rocha Santos passou por traqueostomia e aguarda transferência para hospital com suporte neurológico avançado.

Por 15/10/2026 às 05h48
1 de 4 bebê desacordado está internado há mais de duas semanas em hospital de Sorocaba (SP) sem diagnóstico definitivo
1 de 4 bebê desacordado está internado há mais de duas semanas em hospital de Sorocaba (SP) sem diagnóstico definitivo — Foto: Arquivo Pessoal

Um bebê de sete meses permanece internado em Sorocaba (SP) há mais de duas semanas sem acordar, segundo familiares. Joaquim Rocha Santos deu entrada no Hospital GPACI após quadro de prostração e, até o momento, não foi estabelecido um diagnóstico definitivo, embora exista a suspeita de erro no metabolismo.

De acordo com Ana Flávia Rocha Santos, mãe do bebê, Joaquim apresentou sonolência acentuada em 25 de setembro. Após atendimento inicial nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) do Éden e da Zona Oeste, a criança foi transferida para o GPACI em virtude do agravamento do quadro. Exames realizados, incluindo ressonância magnética, eletroencefalograma, tomografia e análises de sangue e urina, não indicaram alterações conclusivas. O único resultado alterado foi na triagem de erros do metabolismo, com indícios de alteração de aminoácidos no sangue e urina, o que motivou a investigação de uma síndrome metabólica, sem fechar o diagnóstico.

Em 9 de outubro, Joaquim passou por traqueostomia e recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) dois dias depois, sendo encaminhado para o quarto com indicação de home care. A mãe informou que, até o momento, não há tratamento definido e que os médicos indicaram a inexistência de cura ou terapia específica para o quadro apresentado.

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O hospital GPACI declarou que se trata de um caso “complexo e raro”, com quadro clínico considerado estável. A instituição afirmou que já solicitou a transferência do paciente para um serviço de suporte neurológico mais avançado, por meio do sistema de regulação estadual (CROSS). Enquanto a transferência não ocorre, o hospital mantém os cuidados e assistência integral à criança, oferecendo também suporte contínuo à família pelas equipes de Serviço Social, Psicologia Clínica e Enfermagem.

A Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde confirmou a inclusão do paciente na regulação e destacou que atua identificando vagas na rede pública conforme a necessidade clínica, sem criação de leitos próprios. A família aguarda a disponibilidade para transferência, considerada essencial para avanço no diagnóstico e tratamento do bebê.

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