Negligência em saúde corporativa pode custar caro às empresas
Falta de gestão em Saúde e Segurança no Trabalho gera afastamentos, perda de produtividade e riscos legais para as empresas.
Embora muitas empresas cumpram metas e entreguem resultados, a negligência na gestão da saúde corporativa pode acarretar custos invisíveis que comprometem seus balanços financeiros. Problemas como exames e laudos desatualizados, falhas no acompanhamento dos riscos ocupacionais e programas de prevenção tratados como burocracia podem resultar em afastamentos, absenteísmo, horas extras, retrabalho e queda de produtividade.
Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), fatores relacionados à organização do trabalho impactam a saúde e os resultados das empresas. Apesar disso, muitas organizações ainda encaram a Saúde e Segurança no Trabalho (SST) como uma obrigação formal, focando apenas em documentos como PCMSO, PGR, laudos e registros no eSocial, sem integrar essas ferramentas à realidade operacional e à gestão dos riscos.
Segundo Dr. Charles Dias, médico do trabalho e CEO da Perfil Saúde Corporativa, “o principal erro é tratar a Saúde e Segurança no Trabalho como um custo burocrático a cumprir, em vez de vê-la como gestão real de riscos e proteção de pessoas”. Quando a SST é reduzida a papelada, faltam mudanças comportamentais essenciais, mantendo a exposição de trabalhadores aos riscos, acidentes e afastamentos, além de gerar perdas de produção, indenizações e danos à reputação da empresa.
Impactos financeiros e produtivos
Os custos decorrentes da negligência em SST ultrapassam os dias perdidos com afastamentos. Eles incluem horas extras, contratação e treinamento de substitutos, retrabalho, manutenção, despesas administrativas e o presenteísmo, quando trabalhadores atuam mesmo doentes, com produtividade reduzida e maior propensão a acidentes. A rotatividade pode aumentar devido à percepção de insegurança, elevando os custos com recrutamento e treinamento e perda do conhecimento técnico.
Esses custos geralmente ficam diluídos no orçamento, não aparecendo diretamente como consequência de falhas na SST. Além disso, a falta de conformidade pode provocar autuações, litígios e indenizações, potencializando riscos financeiros.
Documentação e riscos jurídicos
Manter a documentação de SST atualizada não significa apenas organizar arquivos, mas comprovar que a empresa identifica e acompanha os riscos, adotando medidas preventivas compatíveis. PGR, PCMSO, exames e laudos desatualizados deixam a organização “cego” para os riscos reais, dificultando a prevenção e aumentando a vulnerabilidade em fiscalizações e processos judiciais.
Empresas que não mantêm a gestão preventiva perdem oportunidades comerciais ao não comprovar sua conformidade em processos de contratação. A ausência de documentos atualizados expõe trabalhadores a perigos não monitorados, elevando a probabilidade de acidentes e doenças ocupacionais.
Produtividade além dos indicadores
Riscos relacionados à organização do trabalho, como carga excessiva, falta de autonomia e ambiente de trabalho hostil, afetam a saúde e o desempenho dos colaboradores. Acidentes podem interromper a produção, demandar investigações e gerar danos a máquinas, com custos muitas vezes registrados em setores diversos, sem conexão clara com a origem.
A prevenção deve ser contínua, com alinhamento do PGR e PCMSO às condições reais da operação, monitoramento dos exames ocupacionais e revisão constante dos laudos. Essas ações permitem antecipar problemas e embasar decisões estratégicas.
Saúde corporativa como estratégia
Para Dr. Charles Dias, a mudança de mentalidade é essencial. Investir na saúde dos colaboradores significa proteger a continuidade dos negócios, reduzir custos e aumentar a produtividade. Trabalhadores saudáveis faltam menos e permanecem mais tempo na empresa, minimizando gastos com rotatividade e absenteísmo.
A Perfil Saúde Corporativa atua há 30 anos com soluções integradas, atendendo empresas nacionais de variados portes, com unidades em São Paulo, Santos, Praia Grande, Cubatão e Guarujá. Serviços incluem PGR, PCMSO, ASO, LTCAT, AEP, laudos, envio ao eSocial, treinamentos e demais atividades em SST, buscando transformar a saúde corporativa em um diferencial estratégico.