Motorista de aplicativo relata horror ao testemunhar espancamento de mulher trans em Barretos, SP
Mulher trans de 43 anos foi brutalmente agredida por dois homens; lavrador foi preso e Polícia Civil busca segundo envolvido.
Na madrugada de segunda-feira (12), uma mulher trans de 43 anos foi vítima de um espancamento em Barretos, no interior do estado de São Paulo. O crime ocorreu na Praça São Benedito e deixou a vítima em estado gravíssimo, segundo informações da família e da unidade médica onde a mulher está internada.
Testemunhando a cena, um motorista de aplicativo relatou ter presenciado dois homens atacando a mulher com tijolos, socos e chutes. O agressor principal foi identificado como Adilson Pereira, lavrador que confessou o crime à polícia, alegando que agiu porque a vítima havia furtado seu celular.
Durante a agressão, as vítimas tentavam se proteger, mas foram subjugadas pela violência dos agressores. Câmeras de segurança da região registraram o momento em que a mulher já caída recebia chutes na cabeça e pisões no peito, além de ser sufocada por Pereira e sofrer golpes de socos desferidos por um segundo homem ainda não identificado.
Intervenção e prisão
Ao perceber a agressão, o motorista tentou ajudar acionar a Polícia Militar imediatamente. No entanto, devido ao bloqueio da passagem por parte dos agressores, foi necessário dar a volta no quarteirão. Posteriormente, a polícia chegou ao local e o lavrador foi preso em flagrante. Segundo um delegado responsável pelo caso, Adilson Pereira demonstrou frieza e chegou a debochar afirmando que continuaria as agressões caso não fosse impedido.
A Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva. A Polícia Civil ainda investiga e busca informações que possam levar à localização do segundo homem envolvido.
Estado da vítima e busca por justiça
A vítima, identificada como Jade, foi encaminhada à Santa Casa de Barretos e está internada em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Médicos deram um prazo de 72 horas de vida devido à gravidade dos ferimentos. A família acompanha o caso na esperança de sua recuperação e clama por justiça.
O motorista de aplicativo, que preferiu não se identificar por questões de segurança, confessou sentir-se impotente e angustiado por não poder fazer mais para ajudar Jade no momento da agressão, apesar de ter acionado a polícia prontamente.
O caso foi registrado como tentativa de homicídio pela Polícia Civil, que reforça a importância da colaboração da população para identificar o segundo agressor e evitar que crimes dessa natureza permaneçam impunes.