Médico acusado de matar esposa envenenada trabalha na enfermaria de prisão em SP
Luiz Antonio Garnica, acusado de feminicídio, exerce função na enfermaria do complexo penal de Potim enquanto aguarda julgamento.
O médico Luiz Antonio Garnica está trabalhando na enfermaria do complexo penal de Potim, em São Paulo, enquanto aguarda o julgamento pelo assassinato de sua esposa, Larissa Rodrigues. A professora foi encontrada morta em março de 2025, com exames apontando envenenamento por chumbinho.
De acordo com a defesa do médico, o trabalho realizado na prisão pode auxiliar na redução da pena, caso ele seja condenado. A cada três dias trabalhados, um dia de pena pode ser diminuído, conforme explicado pelo advogado Julio Mossim.
Garnica nega qualquer envolvimento na morte de Larissa e responsabiliza exclusivamente sua mãe, Elisabeth Arrabaça, pela autoria do crime. Ele afirma não ter conhecimento da ação da mãe na noite do ocorrido e nega ter auxiliado ou participado do crime.
Detalhes do caso e investigação
A vítima, Larissa Rodrigues, de 37 anos, foi encontrada morta em seu apartamento na Zona Sul de Ribeirão Preto. A investigação apontou que Larissa teria sido envenenada por sua sogra, com o suposto objetivo de evitar a partilha de bens em caso de divórcio, já que tanto Luiz Garnica quanto sua mãe enfrentavam dificuldades financeiras.
Larissa havia descoberto uma relação extraconjugal do marido, o que motivaria a tentativa de ocultar os bens que seriam partilhados. O Ministério Público denunciou o médico e sua mãe por feminicídio qualificado, destacando motivos torpes, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
Além de feminicídio, o médico é acusado de fraude processual por alterar a cena do crime no dia em que a esposa foi encontrada morta. Elisabeth Arrabaça está presa na Penitenciária Feminina de Tremembé e nega envolvimento no crime, assim como nega que seu filho esteja relacionado ao caso.