Influenciadoras brasileiras Malévola e amiga pagam fiança e devem ser liberadas após prisão no Egito por ‘comportamento obsceno’
Mariana Alves, conhecida como Malévola, e Bruna Mercatelli foram detidas em Alexandria e responderão ao processo em liberdade.
As influenciadoras brasileiras Mariana Alves, conhecida como Malévola, e Bruna Mercatelli foram presas na cidade de Alexandria, no Egito, acusadas de “comportamento obsceno”. Segundo a defesa, as duas pagaram fiança e devem ser liberadas, podendo responder ao processo em liberdade.
A prisão ocorreu após divulgação de vídeos nas redes sociais, nos quais, conforme informou a polícia egípcia, Malévola e Bruna aparecem fazendo gestos de cunho sexual e praticando assédio em vias públicas. A defesa ainda busca esclarecimentos sobre a natureza exata das acusações.
Advogados brasileiros mantêm contato com a Embaixada do Brasil no Cairo para acompanhar o caso e garantir os direitos das influenciadoras no Egito. Uma equipe local de advogados também atua em Alexandria para suporte jurídico.
O valor da fiança não foi confirmado oficialmente, mas segundo fontes da defesa, pode ter sido entre 20 mil e 40 mil libras egípcias (aproximadamente R$ 2 mil a R$ 4 mil).
Malévola, que tem mais de 1,4 milhão de seguidores no Instagram, é uma figura pública conhecida por sua atuação como influenciadora digital e também por sua identidade como mulher trans. Bruna Mercatelli, também trans, tem sua página nas redes sociais temporariamente indisponível.
A repercussão do caso no Egito incluiu divulgação de comunicados oficiais e reportagens que ressaltaram a identidade de Malévola e classificaram os vídeos como ofensivos às normas locais. Algumas publicações locais adotaram tom transfóbico, questionando a identidade das influenciadoras.
A defesa técnica de Malévola publicou nota afirmando que acompanha de forma contínua o caso, respeitando a legislação local e tratados internacionais, e solicitou cautela na divulgação de informações não confirmadas enquanto aguardam atualizações.