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São Paulo

Gestores devem reconhecer sinais de sofrimento emocional e agir no ambiente de trabalho

Líderes identificam mudanças comportamentais para apoiar equipe e promover saúde mental corporativa.

21/10/2026 às 12h52
1 de 3 Perfil Saúde Corporativa
1 de 3 Perfil Saúde Corporativa — Foto: Divulgação

Reconhecer sinais de sofrimento emocional entre profissionais é uma competência essencial para gestores no ambiente corporativo. Mudanças como redução de participação em reuniões, isolamento, irritabilidade, dificuldade de concentração, absenteísmo e variações na produtividade podem indicar que um colaborador enfrenta desafios emocionais.

Wanyer Ferreira, psicóloga organizacional da Perfil Saúde Corporativa, ressalta que nenhum desses indícios isolados confirma um quadro de saúde mental comprometida. O importante é o acompanhamento de padrões ao longo do tempo e a análise contextualizada. Para evitar conclusões precipitadas, gestores devem distinguir fatos objetivos — por exemplo, atrasos frequentes — de interpretações subjetivas como falta de motivação.

A importância do diálogo aberto e acolhedor

Ao notar mudanças, os líderes devem criar um ambiente favorável para conversar, preferencialmente em momentos privados. Perguntas abertas, como “Como você tem se sentido no trabalho?” ou “Tem algo que eu possa fazer para ajudar?”, são formas de incentivar o diálogo com escuta ativa e empatia. A profissional orienta que o gestor evite julgamentos, comparações precipitadas ou soluções rápidas, respeitando a liberdade do colaborador em compartilhar suas experiências.

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É fundamental frisar que oferecer acolhimento não significa diagnosticar ou tratar. O papel da liderança é identificar quando uma situação merece atenção especial, oferecer suporte dentro dos limites da função e encaminhar a pessoa para os canais adequados, como Recursos Humanos e profissionais de saúde.

Fatores do ambiente de trabalho na saúde emocional

O sofrimento emocional pode estar associado a características da organização do trabalho, como sobrecarga, metas difíceis, jornadas longas, falta de autonomia, comunicação deficiente e ausência de reconhecimento. Nessas circunstâncias, a liderança tem papel ativo ao ajustar prioridades, redistribuir tarefas e melhorar canais de comunicação visando reduzir riscos psicossociais.

A relevância desse papel é reforçada pela atualização da NR-01, que incluiu fatores psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, evidenciando a necessidade de ações preventivas centradas tanto no indivíduo quanto nas condições laborais.

Capacitação contínua e suporte aos gestores

Gerir saúde mental exige que líderes desenvolvam competências como inteligência emocional, comunicação não violenta, feedback construtivo e autopercepção. Para tanto, a capacitação deve ser fundamentada em diagnóstico realista sobre o clima organizacional e necessidades específicas da equipe. Instrumentos como pesquisas internas e análise de absenteísmo orientam a elaboração de treinamentos adequados.

Além disso, é essencial reconhecer que gestores também enfrentam pressões e demandas emocionais. Portanto, estruturas de suporte para os líderes são fundamentais para que possam atuar como facilitadores do cuidado, não como únicos responsáveis pela resolução das questões de saúde mental.

De modo geral, uma liderança efetiva entende a importância de observar mudanças, promover diálogos respeitosos, agir dentro de sua esfera de ação e encaminhar quando for previsto. Essa postura integra uma abordagem de saúde e segurança no trabalho voltada à prevenção e à criação de ambientes mais seguros e saudáveis.

Mais informações podem ser obtidas junto à Perfil Saúde Corporativa pelo site www.perfilsst.com.br ou pelos telefones (13) 3223-7772 e (11) 3336-6557.

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