Influenciadora Paula Simões é investigada por ligação com máfia italiana e suspeita de comandar tráfico de drogas no Brasil
Paula Simões, influenciadora digital, foi presa suspeita de coordenar tráfico de cocaína para a 'Ndrangheta, após prisão do marido.
A influenciadora digital Paula Simões foi presa em setembro de 2026 sob suspeita de comandar o tráfico de cocaína para a máfia italiana ‘Ndrangheta no Brasil. Segundo investigações da Polícia Federal, ela teria assumido o papel de coordenação após a detenção de seu marido, Patrick Assisi, e do sogro Nicola Assisi, que ocorreram há cinco anos em Praia Grande, litoral paulista.
Com cerca de 30 mil seguidores no Instagram, Paula era apontada como intermediária entre fornecedores sul-americanos e investidores europeus, atuando na organização e envio de carregamentos de cocaína ao exterior, além da movimentação financeira da quadrilha criminosa. Durante as apurações, foi identificado que ela usava o codinome “Chanel” no aplicativo de mensagens criptografadas SkyECC.
A Polícia Federal revelou que integrantes da ‘Ndrangheta ameaçaram Paula após descobrirem sua relação extraconjugal com o advogado Patrick Cardoso, investigado por possível participação no esquema de tráfico internacional. A máfia teria colocado uma recompensa de até 250 mil euros pela cabeça da influenciadora, devido aos luxos e viagens financeiros adquiridos por meio das atividades ilícitas entre 2019 e 2023.
Além disso, Paula foi condenada judicialmente por lavagem de dinheiro envolvendo a compra de dois apartamentos em São Paulo, adquiridos supostamente com dinheiro proveniente do tráfico atribuído a seu marido. Conforme a Justiça Federal, as transações feitas em nome dela tinham o objetivo de ocultar a identidade do proprietário real e a origem ilícita dos recursos.
Outro ponto destacado pela Polícia Federal foi a relação da influenciadora com o doleiro Tharek Mourad Mourad, preso em 2025, com quem teria movimentado mais de 6 milhões de dólares entre 2020 e 2021 em um esquema conhecido como “dólar-cabo/token”, método usado para transferir valores internacionalmente e lavar dinheiro do tráfico.
A defesa de Paula Simões nega todas as acusações, ressaltando que nenhuma droga foi apreendida em posse da influenciadora e que as alegações sobre a continuidade das atividades criminosas após a prisão dos familiares são inferências da polícia, não fatos confirmados. Do mesmo modo, a defesa do advogado Patrick Cardoso afirma que ele sempre atuou dentro da legalidade e já solicitou revogação da prisão preventiva.