Cartório eleitoral faz auditoria nas urnas eletrônicas para segundo turno em Itapetininga
A auditoria pública verifica a autenticidade dos votos nas urnas que serão usadas no segundo turno das eleições na região de Itapetininga.
Na quarta-feira (21) começou a auditoria pública das urnas eletrônicas que serão utilizadas no segundo turno das eleições regionais, em 25 de outubro de 2026, na região de Itapetininga (SP). As urnas passarão por testes para certificar que os votos registrados no aparelho correspondem às impressões em papel emitidas.
Mais de 470 urnas, que foram lacradas desde o primeiro turno, serão usadas nos municípios de Itapetininga, Alambari e Sarapuí, somando 431 seções eleitorais distribuídas em 51 locais de votação. O procedimento é aberto ao público e visa aumentar a transparência do processo que inclui a escolha do presidente da República e de governadores em alguns estados.
Uma inovação nesta eleição é o emprego do sistema JE-Connect, que viabiliza a transmissão direta dos resultados das urnas para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a partir dos locais de votação, sem necessidade de deslocar mídias até o cartório eleitoral.
De acordo com Gilvane Rodrigues, chefe do cartório eleitoral de Itapetininga, o sistema já era utilizado pelo TSE, mas foi incorporado ao processo local neste ano. No primeiro turno, a tecnologia funcionou adequadamente, facilitando especialmente a apuração em setores de difícil acesso, como zonas rurais.
Na cidade de Itapetininga, cerca de 114 mil eleitores estão aptos a votar, sendo que 52% são mulheres. Para o turno decisivo, o horário de votação seguirá das 8h às 17h, no horário de Brasília.
Estão em vigor regras específicas para o período eleitoral: desde 20 de outubro, fica proibida a prisão ou detenção de eleitores, salvo em casos de flagrante, crimes inafiançáveis ou desrespeito a salvo-conduto eleitoral, extendendo-se essa medida até 48 horas após a votação.
Também valem restrições à campanha eleitoral na véspera e no dia da eleição, como a proibição de pedir votos, fazer boca de urna ou distribuir material de campanha, além da vedação à publicação e impulsionamento de propaganda eleitoral digital no dia da votação.