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São Paulo

Campinas registra renda média de R$ 87 mil entre ‘daddies’ e mais de 25 mil perfis na plataforma sugar

Cidade conta com 25,9 mil 'daddies' e 148,1 mil 'babies' em site de relacionamentos; jovem biomédica relata ganhos materiais e oportunidades profissionais.

Por 14/10/2026 às 04h10  ·  Atualizado em 14/10/2026 às 04h11

Em Campinas, a renda média dos chamados ‘daddies’ em plataforma de relacionamento sugar chega a R$ 87,2 mil, valor até 19 vezes superior à média salarial da cidade, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A informação é baseada em levantamento realizado pela plataforma MeuPatrocínio, que indicou a presença de 25,9 mil ‘daddies’ e 148,1 mil ‘babies’ cadastrados no município, totalizando 228,7 mil usuários em uma população de aproximadamente 1,1 milhão de habitantes.

O grupo dos ‘daddies’ é composto majoritariamente por empresários, investidores e executivos, com idade média declarada de 39 anos. Em menor quantidade, a plataforma também registra a presença de sugar babies masculinos e sugar mommies, embora sem dados disponíveis sobre a renda média desses perfis.

Experiência de uma biomédica de 24 anos

Uma jovem biomédica de 24 anos, participante da plataforma e que preferiu manter a identidade reservada, compartilhou sua experiência enfatizando que a participação nesses relacionamentos proporcionou presentes, viagens e oportunidades profissionais. Proveniente de família de classe média baixa, ela relatou recebimento de livros, roupas, perfumes, cursos de inglês e um aparelho celular iPhone, além de ter viajado para um resort na Bahia acompanhada de um dos homens conhecidos na plataforma.

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Além dos benefícios materiais, ela destacou que algumas conexões abriram possibilidade de atuação profissional, visto que trabalha com fitoterapia, massoterapia e acupuntura e alguns desses contatos tornaram-se seus pacientes. A jovem ressaltou que as relações sugar que vivenciou não têm necessariamente o sexo como foco principal, mas que envolvem também interesses afetivos, conversas e trocas pessoais.

Em uma das experiências marcantes compartilhadas, ela mencionou o contato com um homem interessado em dominação, o que lhe possibilitou conhecer um universo distinto do seu cotidiano, proporcionando aprendizagem pessoal.

A biomédica diferenciou os relacionamentos sugar da simples troca direta de dinheiro por encontros sexuais, posicionando que “não é o foco” e que o vínculo se constrói com o tempo, conforme a convivência e o conhecimento mútuo evoluem. Segundo ela, só deixaria a plataforma caso estabeleça um relacionamento fixo com um ‘daddy’.

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