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São Paulo

Brasileiro é condenado a 12 anos nos EUA por chefiar esquema de lavagem de US$ 30 milhões ligado ao PCC

Ygor Fokin Saviolli teve a pena confirmada pelo Departamento de Justiça dos EUA por liderança em lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital.

20/10/2026 às 19h06

O brasileiro Ygor Fokin Saviolli foi condenado a 12 anos de prisão nos Estados Unidos por chefiar uma rede internacional de lavagem de dinheiro que movimentou mais de US$ 30 milhões (aproximadamente R$ 156 milhões) provenientes do tráfico de drogas para o Primeiro Comando da Capital (PCC). A confirmação da sentença foi realizada pelo Departamento de Justiça americano (DOJ).

Saviolli foi capturado pelo FBI em um aeroporto na Flórida em janeiro de 2026. No Brasil, a Justiça Federal em São Paulo decretou sua prisão preventiva no âmbito da Operação Exchange, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em julho, mas ele já estava sob custódia das autoridades norte-americanas e, portanto, a prisão preventiva não foi cumprida em território brasileiro.

As investigações conduzidas pelo DOJ e pela PF indicam que Saviolli ocupava uma posição de liderança operacional na organização, coordenando logística e finanças da rede, além de controlar rotas de distribuição de drogas. O esquema utilizava recursos ilícitos gerados em diversas cidades dos Estados Unidos e fazia uso de criptomoedas e empresas de fachada para enviar o dinheiro de volta ao Brasil, alimentando a estrutura financeira do PCC.

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Esse esquema transnacional é alvo da Operação Exchange, que também investiga o empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, descrito como um “doleiro moderno” e sancionado pelo Departamento do Tesouro dos EUA. Shimada teria operado mais de 70 empresas para lavagem de recursos do crime organizado.

A operação da PF investiga crimes como associação criminosa, lavagem de capitais e evasão de divisas, com movimentações envolvendo grandes transferências em criptoativos, contas bancárias e transporte de dinheiro em espécie. A Justiça determinou bloqueio e sequestro de até R$ 10,4 bilhões em bens dos envolvidos.

Além de Saviolli e Shimada, a Justiça decretou prisão preventiva de outros cinco investigados na Operação Exchange, incluindo Amauri Henrique de Oliveira, apontado pela PF como responsável pelo transporte de dinheiro desse esquema.

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