Um mês após queda em Urubici, destroços do helicóptero de Rick permanecem no local e polícia busca pistas em celulares
Investigação sobre acidente que matou o cantor Rick Sollo e outras quatro pessoas segue com análise de celulares encontrados nos destroços.
Na quarta-feira (21), completou-se um mês da queda do helicóptero que matou cinco pessoas em Urubici, na Serra catarinense. Entre as vítimas estavam o cantor Rick Sollo, da dupla com Renner, o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, além do piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira.
O acidente ocorreu durante um voo iniciado pela manhã, que saiu de Porto Belo com destino a São Joaquim, em um trajeto aproximado de 190 quilômetros. Os corpos foram encontrados no dia seguinte, em uma região de difícil acesso com mata fechada e relevo variado.
Investigação em andamento e análise de aparelhos celulares
A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia da Comarca de Urubici, segue investigando as causas do sinistro. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) conduz a apuração técnica complementada pelas autoridades civis, sem conclusão divulgada até o momento.
Durante as operações de resgate e posterior retirada dos destroços, três celulares foram localizados — um deles entregue logo após o acidente, e outros dois encontrados posteriormente. A Polícia Civil solicitou judicialmente a quebra de sigilo do primeiro aparelho para perícia, aguardando autorização. Os demais dispositivos danificados estão sendo encaminhados à Polícia Científica para os procedimentos legais e técnicos adequados.
Destroços ainda presentes no local e procedimentos para remoção
Um mês após a queda, os destroços do helicóptero Bell 430, prefixo PP-MGR, permanecem no local do acidente. A JTA Empreendimentos, responsável pela aeronave, informou que a remoção depende da liberação das licenças ambientais e autorizações para entrada na área de mata fechada, sem previsão para finalização dessa etapa. No início de outubro, os dois motores Rolls-Royce foram retirados.
Conforme a Norma do Sistema do Comando da Aeronáutica (NSCA) 3-13, o proprietário ou operador da aeronave deve conduzir a retirada dos destroços, bem como o recolhimento de cargas e limpeza do local da ocorrência.
A continuidade da investigação e as análises dos equipamentos apreendidos são os próximos passos para esclarecer as causas da tragédia que abalou Santa Catarina em setembro.