Santa Catarina realiza visitas a 1,6 mil propriedades após foco confirmado da doença de Newcastle
Operação da Cidasc inclui coletas em granjas próximas a local com foco confirmado da doença de Newcastle em Nova Itaberaba.
Foi confirmada a presença do vírus da doença de Newcastle em uma granja comercial de perus localizada em Nova Itaberaba, no Oeste de Santa Catarina. Apesar da detecção do agente viral, as aves dessa granja não apresentaram sintomas da enfermidade.
Em resposta, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) organiza uma operação para visitar cerca de 1,6 mil propriedades na região em um raio de 10 quilômetros ao redor da granja afetada. Nessas visitas, amostras de sangue deverão ser coletadas em 133 granjas selecionadas para análises laboratoriais, conforme os critérios e protocolos de vigilância sanitária vigentes.
A granja com foco confirmado permanece interditada, com acesso limitado apenas a equipes autorizadas da Cidasc e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). As ações visam conter a disseminação do vírus e proteger a cadeia produtiva avícola do estado.
Doença de Newcastle e impacto na segurança alimentar
A doença de Newcastle é causada por um vírus que infecta aves domésticas e silvestres, podendo ser fatal para esses animais. Em humanos, a infecção resulta apenas em conjuntivite transitória, que dura aproximadamente uma semana, com transmissão causada pelo contato direto, não pelo consumo de produtos avícolas.
Segundo a Cidasc, o consumo de carne de aves e ovos de estabelecimentos inspecionados pelo Serviço Veterinário Oficial continua seguro. Esses produtos são identificados pelo selo de inspeção sanitária presente em suas embalagens.
Repercussão nas exportações
Em decorrência da confirmação do vírus, três países suspenderam as importações de carne de frango provenientes de Santa Catarina. Dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indicam que a União Europeia, Japão e China estão entre os principais destinos das exportações catarinenses de carne de frango, com volumes significativos de toneladas e valores em dólares nos primeiros nove meses do ano.
A ABPA ainda não divulgou estimativas sobre os impactos econômicos causados por essas restrições internacionais. A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária, contactada para comentar sobre o tema, não havia fornecido resposta até a última atualização.
Medidas e monitoramento
As equipes técnicas continuam atuando na área afetada com inspeções e monitoramento diário, buscando evitar novos casos e garantir a sanidade das aves. A comunicação com produtores rurais e demais agentes do setor é parte do esforço para controlar a situação e minimizar prejuízos para a avicultura local.