Porto Alegre apreende mais de 90 mil óculos falsificados em 18 meses e alerta para riscos à saúde ocular
Fiscalização em Porto Alegre recolheu 90 mil óculos irregulares desde abril de 2025; especialistas destacam perigos para a visão e atraso em diagnóstico.
Nos últimos 18 meses, a prefeitura de Porto Alegre realizou a apreensão de mais de 90 mil óculos falsificados, conforme informação divulgada pelo g1 RS. Essa operação enfrenta o comércio irregular, que ocorre principalmente na região central da cidade.
Os produtos apreendidos são vendidos sem avaliação profissional individualizada, receita médica ou garantia de procedência, o que gera riscos significativos para a saúde visual dos consumidores. A fiscalização é diária e pode ser auxiliada pela população por meio de denúncias pelo telefone 156.
Perigos à saúde e atrasos no diagnóstico
Especialistas alertam que o uso de óculos falsificados pode causar distorções na visão e criar uma falsa sensação de resolução do problema visual. Roberto Tenedini, diretor-executivo do Sindióptica-RS, explica que nem toda dificuldade visual demanda o uso de óculos e que a compra sem avaliação pode mascarar outros problemas.
Guilherme Diehl, presidente da Sociedade de Oftalmologia do Rio Grande do Sul, destaca que a adaptação adequada das lentes depende de medições personalizadas, como a centração e distância naso-pupilar. Sem esses cuidados, o uso de lentes inadequadas pode resultar em desconforto e, pior ainda, atrasar a busca por consultas médicas. Isso pode levar a doenças oculares sérias ficarem sem diagnóstico, comprometendo a saúde visual.
Comércio irregular atrai clientes por preço
A facilidade de compra e os preços baixos são fatores que atraem pessoas ao comércio irregular de óculos. No entanto, a prática é considerada a quinta mais afetada pela pirataria no Brasil, segundo o Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade. Em fiscalizações, flagrantes mostraram até a adaptação improvisada de lentes nos óculos para tentar enganar clientes.
A prefeitura reforça que os produtos apreendidos são destruídos conforme legislação municipal, que prevê multa e apreensão imediata. A população é convocada a evitar a compra desses produtos e a denunciar a comercialização irregular para preservar a saúde visual da sociedade.