Homem confessa assassinato de ex-sogro e ex-cunhado e é preso em Chuvisca, RS
Fábio Bierhals Tavares, de 29 anos, foi preso após relatar ter matado o ex-sogro e o ex-cunhado na zona rural de Chuvisca.
Fábio Bierhals Tavares, de 29 anos, foi preso em flagrante na zona rural de Chuvisca, no Rio Grande do Sul, após ligar para o 190 confessando ter assassinado o ex-sogro, Arnildo Schmegel Klumb, de 56 anos, e o ex-cunhado, Davi Artur Klug Klumb, de 17 anos.
Os corpos das vítimas foram encontrados com marcas de tiros em uma casa na manhã de sexta-feira (9) pela Brigada Militar, que atendeu ao chamado do suspeito. No local foram apreendidos um projétil deflagrado e uma espingarda, enquanto com o suspeito foram encontrados objetos das vítimas, incluindo o telefone celular de uma delas, e uma munição calibre .38.
Após o crime, o suspeito utilizou o veículo de uma das vítimas para deixar o local, abandonando-o posteriormente na casa de um familiar. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva pela Justiça do Rio Grande do Sul, mediante parecer favorável do Ministério Público.
A ex-companheira do suspeito, de 22 anos, perdeu o pai e o irmão nas mortes e prestou depoimento na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Camaquã. Sua identidade foi preservada a pedido da defesa, que afirmou ter requerido medidas protetivas contra o homem e familiares devido a ameaças. Segundo a advogada Mikaela Schuch, a jovem e sua família deixaram suas residências em razão dessas ameaças, e o pedido de proteção será reforçado após o depoimento.
Além disso, a defesa indicou a possibilidade de haver participação de outras pessoas no crime, citando a logística de deslocamento relacionada aos homicídios. A família das vítimas, que trabalhava com cultivo de fumo e enfrenta dificuldades financeiras, organizou uma arrecadação para custear despesas funerárias.
Investigação sobre possível vicaricídio
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul investiga se as mortes configuram vicaricídio, caracterizado quando uma pessoa é assassinada para causar sofrimento a seu parente, habitualmente em contexto de violência doméstica e familiar.
Conforme a investigação, não há indícios de conflitos pessoais entre o suspeito e as vítimas, que eram ligadas à ex-companheira. O crime de vicaricídio foi instituído pela Lei nº 15.384, de 9 de abril de 2026, como crime hediondo com pena prevista de 20 a 40 anos de prisão. Ainda assim, a tipificação definitiva do caso depende da conclusão das perícias e diligências em andamento.