Motorista por aplicativo morre em Natal após perseguição policial ligada a assalto; família afirma que ele era refém
Pedro Henrique, motorista de aplicativo de 21 anos, morreu baleado durante ação policial após assalto a pizzaria; familiares relatam que ele foi obrigado a dirigir.
Pedro Henrique Viana de Medeiros, motorista por aplicativo de 21 anos, morreu baleado durante uma ocorrência policial na noite de quinta-feira (15), em Natal (RN). O episódio aconteceu após um assalto a uma pizzaria no bairro de Capim Macio, Zona Sul da cidade.
Segundo informações da Polícia Militar, o caso teve início com o roubo cometido por quatro indivíduos que utilizaram um Chevrolet Onix azul. Após o crime, os policiais localizaram o veículo na Avenida Senador Salgado Filho, em Lagoa Nova. Os ocupantes foram abordados, mas desobedeceram à ordem de parada e abriram fogo contra a equipe policial, que revidou.
O carro foi interceptado na Rua Capitão Abdon Nunes, bairro do Tirol. Durante a abordagem, dois suspeitos fugiram a pé, enquanto o motorista do veículo, que foi identificado como Pedro Henrique, foi baleado. Ele foi socorrido e encaminhado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Um adolescente que também estava no carro foi apreendido.
A polícia ainda realizou buscas pelos dois fugitivos que escaparam a pé, localizando um deles em um quintal onde houve nova troca de tiros, resultando na morte do suspeito. O outro foi capturado no bairro de Mãe Luiza após confronto com policiais do Batalhão de Polícia de Choque, também falecendo em seguida.
Família alega que Pedro Henrique era refém
De acordo com a advogada Maria Fernanda Viana, prima da vítima, Pedro Henrique trabalhava como motorista por aplicativo há cerca de três anos. Na noite do crime, ele teria saído para uma corrida cuja origem e destino incluíam Capim Macio.
Segundo relatos familiares, os criminosos entraram no carro como passageiros e, durante a corrida, renderam Pedro Henrique, obrigando-o a conduzir o carro durante a fuga após o assalto. Por estarem armados, a família acredita que ele não teve condição de pedir ajuda ou de se comunicar com terceiros.
A prima afirmou que a família está profundamente abalada e aguarda os resultados dos exames periciais para esclarecer as circunstâncias da morte.