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Rio de Janeiro

Pacientes do Rio enfrentam espera de quase dois anos por próteses na rede municipal

Fila para receber próteses ortopédicas na rede pública do Rio de Janeiro permanece sem avanço, causando impacto na reabilitação de amputados.

16/10/2026 às 16h16

Pacientes amputados que dependem da rede pública de reabilitação do Rio de Janeiro relatam espera prolongada de até dois anos para receber próteses ortopédicas. A situação, denunciada inicialmente em junho de 2026, permanece sem solução, segundo relatos de pacientes atendidos em centros especializados da cidade.

Rodrigo Pereira, Leandro Lúcio de Souza Pinho e Marco Antônio Lima fazem tratamento no Centro Municipal de Reabilitação Oscar Clark, localizado no Maracanã, Zona Norte do Rio, e estão entre aqueles que aguardam a entrega das próteses que permitirão retomar atividades cotidianas e autonomia.

Em junho, a Prefeitura do Rio declarou que a Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR) seria a responsável pela produção desses equipamentos. Contudo, o contrato firmado com a entidade havia sido rompido e posteriormente reconsiderado, o que contribuiu para a paralisação do fornecimento das próteses.

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Perante o impasse, a Secretaria Municipal de Saúde abriu uma licitação para aquisição dos equipamentos, mas meses depois, os pacientes ainda não têm previsões para o atendimento. Em resposta, os usuários do serviço organizaram um grupo de apoio que reúne cerca de 50 pessoas na luta por seus direitos e pela agilidade na entrega dos aparelhos.

Entre os casos destacados está o de Leandro, que teve a perna esquerda amputada após uma trombose. Marco Antônio Lima, que sofreu amputação em 2023 devido a complicações associadas ao diabetes, enfrenta também desafios emocionais como a depressão e depende da esposa para deslocamentos e cuidados diários.

Além da demora para os primeiros aparelhos, pacientes que necessitam trocar próteses por desgaste ou validade vencida também apontam dificuldades semelhantes. Feliciano Gonçalves, atendido no Centro de Reabilitação Newton Bethlem, na Zona Sudoeste do Rio, aguarda há quase um ano uma prótese transfemoral, destacando que a paralisação da fila compromete o progresso da reabilitação.

A Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação informou que solicitou revisão dos valores do contrato à Prefeitura do Rio e que o novo contrato aguarda assinatura da Secretaria Municipal de Saúde para que a confecção das próteses seja retomada.

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