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Rio de Janeiro

Faltam medicamentos e sessões de quimioterapia são canceladas no Hospital Cardoso Fontes, pacientes relatam

Pacientes do Hospital Cardoso Fontes, no Rio, enfrentam falta de remédios e cancelamentos de tratamento quase dois anos após a gestão passar para a prefeitura.

Por 14/10/2026 às 21h08  ·  Atualizado em 14/10/2026 às 21h11

Pacientes em tratamento contra o câncer relatam dificuldades no Hospital Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio de Janeiro, devido à falta de medicamentos e cancelamentos de sessões de quimioterapia. As reclamações ocorrem quase dois anos após a Prefeitura do Rio assumir a gestão da unidade, que antes era administrada pelo Ministério da Saúde.

Entre os relatos está o de Márcia Cândida, que faz tratamento para câncer de pulmão e teve duas sessões de quimioterapia canceladas por indisponibilidade dos remédios no hospital. Francisca Pereira, que trata câncer de mama há quatro meses, também expressou preocupação com a indefinição para concluir seu tratamento.

Atrasos na expansão hospitalar e alta taxa de ocupação

Em dezembro de 2024, com a mudança da gestão, a administração municipal prometeu ampliar o atendimento e criar 68 novos leitos, aumentando a capacidade de 182 para 250 leitos. Na ocasião, foi repassado o valor de R$ 50 milhões para o hospital.

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Porém, até o momento, apenas seis leitos foram acrescentados, totalizando 188 unidades, longe do planejado. Dados do censo hospitalar indicam que em dezembro de 2024, 107 leitos estavam ocupados e 43 indisponíveis. Atualmente, 155 estão ocupados e 24 impedidos, indicando alta taxa de uso dos recursos disponíveis.

Resposta da Secretaria Municipal de Saúde

A direção do Hospital Cardoso Fontes informou que a compra dos medicamentos necessários foi realizada e a entrega pelo fornecedor está prevista para 16 de outubro. Os pacientes que aguardam remédios serão convocados a partir da próxima semana.

Quanto à capacidade de atendimento, a administração hospitalar declarou que opera com 216 leitos, incluindo as chamadas salas vermelha e amarela, que não são contabilizadas no censo hospitalar. Outros leitos estão em planejamento e serão ativados conforme o andamento das reformas na unidade.

Além da falta de remédios, pacientes também mencionaram a escassez de médicos e a demora nos atendimentos, apontando para desafios estruturais do hospital.

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