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Rio de Janeiro

Cinco ex-chefes da Polícia Civil do Rio de Janeiro foram presos desde 2008

Desde 2008, cinco ex-chefes da Polícia Civil do RJ foram detidos por suspeitas relacionadas a diversos crimes, incluindo corrupção e lavagem de dinheiro.

Por 15/10/2026 às 10h28

A partir da prisão do delegado Marcus Amim, ocorrida em 15 de outubro de 2026, totalizam-se cinco ex-chefes da Polícia Civil do Rio de Janeiro que foram detidos desde 2008, investigados por suspeita de envolvimento em atividades criminosas diversas.

O último detido, Marcus Amim, foi preso na 8ª fase da Operação Unha e Carne pela Polícia Federal. Segundo informações da corporação, Amim estaria vinculado a uma organização criminosa armada que utilizava uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro como meio para lavagem de dinheiro. Ele é investigado por crimes como lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, além de formação de cartel. Desde 2021, Amim constava como sócio da empresa “J R Conveniências” em um posto de gasolina situado em Niterói.

Outro ex-chefe preso foi Rivaldo Barbosa. Ele foi detido em 2024 e condenado a 18 anos de prisão por obstrução à Justiça e corrupção, além de ter sido relacionado ao caso Marielle. Conforme investigações, Barbosa tinha conhecimento de um plano para assassinar a vereadora Marielle Franco, organizado pelos irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão, e teria influenciado para que as investigações não avançassem. Em fevereiro de 2026, o Supremo Tribunal Federal confirmou a condenação e determinou sua perda do cargo público.

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Em 2022, Allan Turnowski foi preso sob suspeita de associação com o jogo ilegal do bicho e participação em organização criminosa. Relatórios indicam que Turnowski teria recebido propina relacionada a essa atividade ilícita e teria planejado o assassinato do bicheiro Rogério Andrade. No entanto, menos de um mês após sua prisão, ele foi liberado mediante medidas cautelares determinadas pelo Ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal. Posteriormente, em 2026, a 2ª Turma do STF anulou o processo criminal contra ele, transferindo a jurisdição para o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Em 2008, dois ex-chefes da Polícia Civil foram presos: Álvaro Lins e Ricardo Hallak. Álvaro Lins, que também foi deputado estadual e atuou durante o governo Anthony Garotinho, foi detido sob suspeitas de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha armada, corrupção passiva e facilitação de contrabando. Ele foi condenado a 28 anos de prisão, mas foi solto em 2009 e reintegrado à corporação em 2024 após um processo judicial. Já Ricardo Hallak foi preso na mesma operação em 2008 e acusado de corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Ele recebeu sentença de cinco anos e nove meses de prisão por corrupção passiva. Hallak faleceu em 2023 devido a um acidente vascular cerebral.

A série de prisões reflete investigações complexas envolvendo ex-lideranças da Polícia Civil do Rio de Janeiro ao longo dos últimos 18 anos, demonstrando a atuação das forças de segurança em apurar possíveis vínculos entre agentes públicos e organizações criminosas.

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