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Paraíba

Ex-secretário do Procon de João Pessoa nega vínculo com facção após operação da Polícia Federal

Júnior Pires afirma que valores apreendidos são compatíveis com sua renda e esclarece exoneração após operação da PF na Paraíba.

Por 13/10/2026 às 20h02  ·  Atualizado em 13/10/2026 às 20h03

O ex-secretário de Proteção e Defesa do Consumidor de João Pessoa, Júnior Pires, negou qualquer ligação ou envolvimento com organização criminosa após ser alvo da Operação Zona de Influência, deflagrada pela Polícia Federal para investigar suposta negociação de apoio político-eleitoral com uma facção criminosa na Paraíba.

Em vídeo divulgado nas redes sociais nesta terça-feira (13), Júnior Pires afirmou que os valores apreendidos em sua residência durante a ação policial, totalizando R$ 220 mil em espécie, são compatíveis com sua renda. Ele também comentou sobre seu afastamento do cargo, confirmando que solicitou exoneração para se dedicar integralmente à defesa e ao esclarecimento dos fatos investigados.

A decisão sobre o afastamento cautelar do ex-secretário foi determinada pela Justiça Eleitoral pelo período de 90 dias, dentro das investigações da Operação Zona de Influência. A ação apura a negociação de apoio eleitoral entre agentes políticos e integrantes de uma facção criminosa com atuação em comunidades paraibanas.

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Além do dinheiro, foram apreendidos celulares de Júnior Pires e de outros investigados durante os sete mandados de busca e apreensão cumpridos, expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB).

Conforme a investigação da Polícia Federal, integrantes da facção controlariam territórios em comunidades locais para negociar o apoio político e autorizar o acesso de candidatos durante campanhas eleitorais. Em troca, são apuradas possíveis contrapartidas como pagamentos a líderes do grupo, custeio de despesas de centro comunitário, indicações para cargos públicos e outros benefícios.

A Prefeitura de João Pessoa declarou que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações em curso.

Os crimes sob apuração incluem possíveis infrações eleitorais, organização criminosa, lavagem de dinheiro, domínio social estruturado e favorecimento a esse domínio. A PF busca aprofundar as diligências para definir responsabilidades individuais.

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