Pular para o conteúdo
Mato Grosso

Justiça de MT anula prova e absolve tesoureiro de facção em caso de roubo em Sorriso

Decisão judicial anulou reconhecimento fotográfico e considerou falta de provas para condenar Paulo Witer pelo assalto a loja em 2019.

19/10/2026 às 18h36
1 de 1 O caso é referente a um assalto a loja de eletrodomésticos de Sorriso em 2019. Decisão apontou falta de provas válidas.
1 de 1 O caso é referente a um assalto a loja de eletrodomésticos de Sorriso em 2019. Decisão apontou falta de provas válidas. — Foto: Reprodução

A Justiça de Mato Grosso absolveu Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como ‘W.T’ e apontado como tesoureiro de uma facção criminosa no estado, da acusação de roubo a mão armada contra uma loja de eletrodomésticos em Sorriso, ocorrido em 2019. A decisão foi assinada pelo juiz Arthur Moreira Pedreira de Albuquerque em 15 de outubro de 2026.

O magistrado considerou as provas apresentadas insuficientes para comprovar a participação do réu no crime, especialmente após anular o reconhecimento fotográfico feito por testemunhas na delegacia, que foi apontado como irregular.

Anulação do reconhecimento fotográfico

O reconhecimento fotográfico, base da acusação, foi anulado porque o procedimento policial não seguiu as regras legais vigentes. O juiz destacou que as imagens exibidas às testemunhas continham nomes visíveis e fotos atribuídas erroneamente a outras pessoas, gerando confusão nos relatos.

Leia também: DF e mais 4 estados não tiveram locais de votação alterados

Com essa anulação, a única prova remanescente foi uma nota fiscal de compra de celular no nome de Paulo Witer, considerada frágil para manter uma condenação sem outros indícios confirmados.

Contexto do caso e situação atual

Segundo a investigação, durante o assalto à loja, funcionários foram rendidos e vários celulares foram levados. A Polícia Civil localizou uma mochila, em outro local, com celulares roubados e a nota fiscal de um aparelho comprado por Paulo Witer dias antes.

Paulo Witer segue preso atualmente, mas devido a outras ordens judiciais relacionadas a operações contra o crime organizado, como a Operação Red Money, que investiga lavagem de dinheiro e extorsão de comerciantes. Mesmo após habeas corpus concedido pelo Superior Tribunal de Justiça em 2024, ele permanece detido por responder a outros processos.

Antecedentes judiciais

Em 2009, Paulo foi condenado a oito anos de prisão por roubo com uso de arma em Várzea Grande. A condenação foi anulada em janeiro de 2026 pela Justiça de Mato Grosso, que considerou que o estado perdeu o direito de aplicar a pena após 15 anos desde a sentença.

Essa decisão não influenciou sua permanência na prisão, pois ele responde a outras investigações e processos relacionados a organizações criminosas no estado.

📰 Veja também