Profissional da educação é condenado a 16 anos pelo homicídio da ex-companheira em São Luís
Tribunal do Júri condena Carlos Alberto Silva pelo assassinato da ex, ocorrido em 2009, na frente do filho de 3 anos.
O 3º Tribunal do Júri de São Luís condenou Carlos Alberto Silva a 16 anos de prisão pelo assassinato da ex-companheira, crime ocorrido em julho de 2009 na casa da vítima, situada no bairro Vila Ayrton Senna, capital do Maranhão.
A vítima, enfermeira de 24 anos, foi morta por estrangulamento na presença do filho do casal, que tinha apenas três anos na época do crime, conforme constatado pela perícia realizada.
Durante o julgamento realizado no Fórum Desembargador Sarney Costa, no bairro Calhau, a juíza Leoneide Delfina Barros Amorim presidiu a sessão e indeferiu o direito do réu de recorrer em liberdade.
O condenado, que atuava como professor e tinha 43 anos na data do crime, negou autoria, mas admitiu ter alterado a cena do crime e tentado simular um suicídio da vítima.
Segundo os autos, não foram encontrados sinais de arrombamento na residência. A perícia confirmou que as características da corda e do nó usados no estrangulamento eram compatíveis com as lesões no pescoço da vítima.
Carlos Alberto já havia sido condenado anteriormente em 2016 a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, mas a sentença foi anulada após recurso. Em 2019, foi absolvido em novo julgamento, que também foi anulado após recurso do Ministério Público.
O Ministério Público do Maranhão denunciou o réu por homicídio qualificado, pois o crime ocorreu antes da vigência da Lei do Feminicídio em 2015.
Durante o julgamento desta terça-feira (13), oito testemunhas foram ouvidas, e o filho e a mãe da vítima acompanharam a sessão. A acusação foi conduzida pelos promotores Raimundo Benedito Barros e Ilma de Paiva Pereira, e a defesa ficou a cargo dos advogados Armando Serejo e Jimmy Deyglisson Silva.