Marido de grávida encontrada morta em Cachoeiro destaca transformação pessoal após relacionamento
Juliana Paulo Pinto, grávida de quatro meses, foi assassinada pelo ex-companheiro em Cachoeiro de Itapemirim; atual marido recorda ela como uma mãe maravilhosa.
Juliana Paulo Pinto, de 29 anos e grávida de quatro meses, foi encontrada morta e carbonizada em Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo. O crime ocorreu em um contexto de conflitos judiciais com o ex-companheiro, Diego Marques Alves, suspeito do assassinato, e sua atual noiva, Geovana Maria Vieira, ambos presos em flagrante por ocultação de cadáver.
O atual marido de Juliana, Stéfano Moreno, com quem ela era casada há cerca de seis meses, a descreveu como “uma mãe maravilhosa” que o transformou em um homem melhor. O casal esperava o primeiro filho juntos e planejava um chá revelação para descobrir o sexo do bebê.
A investigação começou após o desaparecimento de Juliana, registrado na segunda-feira (12). Ela possuía medida protetiva contra Diego desde maio, devido a um histórico de conflitos entre os dois. Imagens de monitoramento mostraram o carro de Diego na madrugada do desaparecimento, evento que culminou com a confissão do ex-companheiro sobre a agressão fatal.
Segundo o depoimento do suspeito, ele imobilizou, esfaqueou e esquartejou Juliana no banheiro de sua residência. Posteriormente, transportou os restos mortais até uma área rural próxima ao bairro Monte Líbano, onde o corpo foi queimado. Geovana, que estava no veículo durante o ocorrido, também é investigada pela participação no crime, já que tentou forjar um álibi nas redes sociais.
A vítima tinha um filho de 11 anos com Diego, que presenciou os últimos momentos em que a mãe saiu para encontrar o ex-companheiro, após uma tentativa frustrada de Diego de manter o menino longe do encontro. O filho já foi informado sobre o falecimento da mãe e está abalado com a situação.
Juliana trabalhou por quatro meses em uma loja local, onde era considerada uma ótima funcionária. Colegas estavam organizando um chá de fraldas para ela e lamentaram profundamente a morte da gestante.
Diego e Geovana foram autuados por ocultação de cadáver e a Polícia Civil representou pela prisão temporária de ambos pelos crimes de feminicídio e aborto sem consentimento. A Justiça está analisando os pedidos.
A polícia detalhou que o crime foi premeditado, motivado pelo histórico de desentendimentos e questões judiciais relacionadas às medidas protetivas que protegiam a vítima e seu filho.