Pular para o conteúdo
Distrito Federal

Professores de escola rural no DF denunciam assédio moral e perseguição por parte da diretora

Nove servidores apresentaram atestados médicos em decorrência de denúncias de assédio e retaliações na Escola Classe Café sem Troco.

17/10/2026 às 14h02

Professores da Escola Classe Café sem Troco, localizada na zona rural do Distrito Federal, relataram situações de assédio moral e perseguição atribuídas à diretora da unidade escolar. As denúncias vêm sendo feitas desde 2024, com intensificação nos relatos após a retornada da gestora ao cargo, em 2026, mesmo antes da conclusão do processo administrativo instaurado contra ela.

Os servidores afirmam que a diretora impôs coações para evitar reprovações e promovia o uso de cartilhas produzidas por ela, em substituição aos livros oficiais da Secretaria de Educação. Além disso, os relatos indicam episódios de isolamento de funcionária em sala inadequada e acusações de retaliações direcionadas aos docentes que manifestaram opiniões críticas à gestão.

Segundo os professores, oito de 13 denunciantes apresentaram atestados médicos correlacionados ao ambiente de trabalho afetado pelas alegações de assédio moral. Algumas ocorrências foram formalizadas em boletins de ocorrência.

Leia também: Mulher de 30 anos vítima de feminicídio em Candangolândia é velada neste sábado no DF

O conjunto de reclamações inclui ainda a utilização indevida da infraestrutura da escola, como a proibição de uso de uma sala para atendimento aos alunos, com posterior obstrução do espaço para uso dos educadores, e práticas vedadas por lei, como a venda de doces e balinhas no ambiente escolar. Também foi apontado uso do grupo de pais e mestres para divulgação de propaganda política.

Os docentes relataram interferências diretas no trabalho pedagógico, destacando a criação de um projeto de “apadrinhamento” para acompanhar as aulas e pressão para evitar reprovações no quinto ano, visando melhorar indicadores oficiais como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

A Secretaria de Educação do Distrito Federal informou que o processo administrativo corre em sigilo e que a denúncia referente ao uso das cartilhas não autorizadas foi considerada improcedente.

Os professores da Escola Classe Café sem Troco enviaram uma carta à governadora Celina Leão expressando preocupação com condutas que classificam como “autoritárias e persecutórias”, além de dificuldades de diálogo e problemas na gestão da unidade.

📰 Veja também