Belém realiza vacinação emergencial em cães e gatos após confirmação de raiva em morcego
Ação de vacinação em Belém ocorre no bairro do Jurunas, após morcego infectado ser encontrado morto na região.
O município de Belém iniciou, no sábado, uma campanha emergencial de vacinação contra a raiva em cães e gatos no bairro do Jurunas. A medida foi tomada após a confirmação da presença do vírus em um morcego encontrado morto na região.
A vacinação ocorre das 8h às 16h na Unidade Saúde da Família Portal da Amazônia, no Jurunas. A campanha é destinada a cães e gatos saudáveis, aptos a receber a imunização.
O morcego infectado foi recolhido pela Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) em 25 de setembro, na Rua dos Tamoios, próximo à Avenida Bernardo Sayão. O resultado positivo só foi divulgado no início de outubro.
Desde a confirmação, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) intensificou ações de vigilância e bloqueio epidemiológico num raio de 500 metros em torno do local onde o morcego foi encontrado. Equipes monitoram a presença de outros morcegos e possíveis contatos com pessoas ou animais domésticos.
Durante a semana anterior, agentes de controle de endemias e comunitários, além de profissionais da atenção primária, visitaram residências para orientar os moradores e vacinar animais com imunização atrasada.
A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) informa que o Pará não registra casos de raiva em cães e gatos desde 2011, o que reforça a importância das medidas preventivas.
Prevenção e orientações às vítimas de contato com morcegos
A raiva é uma doença viral que pode ser fatal após o aparecimento dos sintomas e é transmitida principalmente por mordidas ou arranhões de animais infectados, além de contato com saliva em mucosas ou feridas.
Em caso de contato com morcegos ou outros animais suspeitos, a recomendação é não tocar nesses animais. Se houver mordida, arranhão ou contato com saliva, é fundamental lavar imediatamente o local com água e sabão e procurar atendimento médico para avaliação da necessidade de vacinação e soro antirrábico.
Especialistas ressaltam que a identificação do vírus exige atenção, porém as medidas de controle já estão sendo adotadas pelas autoridades de saúde da região.