Manaus suspende aulas nas redes municipal, estadual e universidades por má qualidade do ar causada por queimadas
Fumaça das queimadas elevou níveis de poluição em Manaus, levando à suspensão das aulas presenciais em escolas e universidades.
As aulas presenciais nas redes municipal e estadual de Manaus foram suspensas nesta segunda-feira (19) em decorrência da baixa qualidade do ar causada pela fumaça das queimadas. A medida também contempla escolas estaduais dos municípios de Autazes e Nova Olinda do Norte, além da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que paralisaram suas atividades presenciais.
De acordo com o Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da UEA, a qualidade do ar na capital variava entre ‘muito ruim’ e ‘ruim’ na manhã de segunda-feira, com concentrações de partículas finas (PM2,5) superiores a 87 µg/m³, valores elevados em diversos bairros, como Morro da Liberdade.
A Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc) informou que as aulas estão suspensas em todos os turnos nas escolas municipais e estaduais da capital. A suspensão no interior abrange as unidades de Autazes e Nova Olinda do Norte, conforme as orientações do Procedimento Operacional Padrão fundamentado em nota técnica da Secretaria de Saúde do Amazonas e da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas.
Universidades adotam suspensão e medidas remotas
A Ufam determinou o cancelamento das atividades acadêmicas e administrativas presenciais nos campi de Manaus e Itacoatiara durante os três turnos de segunda-feira e na manhã de terça-feira (20). A decisão baseia-se em nota técnica interna que apontou índices de qualidade do ar entre muito ruins e péssimos, ultrapassando limites estabelecidos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente.
Atividades poderão ser realizadas remotamente ou de forma assíncrona, salvo serviços essenciais que serão mantidos. A Ufam recomenda que a população evite deslocamentos, permaneça em ambientes fechados e utilize máscaras PFF2 ou N95 em caso de necessidade de sair.
Já a UEA anunciou a suspensão das aulas e demais atividades acadêmicas presenciais até sexta-feira (23) em todas as unidades da capital e no interior impactado. As atividades administrativas funcionarão em esquema misto, com rodízio entre trabalho remoto e presencial. Os docentes devem continuar o acompanhamento pedagógico e planejamento das disciplinas.
Reforço das Forças Armadas no combate às queimadas
Em resposta ao agravamento das queimadas no Amazonas, o governo federal ampliou, desde domingo (18), as operações de combate ao fogo na região. O efetivo passou a contar com 16 aeronaves, quatro esquadrões de helicópteros, dois navios e mais brigadistas, além da criação de um Estado-Maior Conjunto para coordenar as ações das Forças Armadas e demais órgãos envolvidos.
O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, informou que a nova estrutura deve acelerar decisões e mobilização de recursos. O Ibama também ampliou o contingente para cerca de 450 profissionais em campo, totalizando mais de 600 pessoas atuando entre combate aos incêndios e fiscalização, em contraste com os 190 profissionais do início de outubro.
As aeronaves incluem aparelhos de grande porte para lançamento de água em áreas afetadas, helicópteros para combate direto e transporte, além de aviões de apoio logístico deslocados de outras regiões. O Amazonas conta com aproximadamente 5 mil militares das Forças Armadas, número que será adequado para as operações em andamento.