Polícia Civil indicia duas pessoas por funcionamento de clínica clandestina de abortos em Arapiraca
Idosa e homem são investigados por procedimentos ilegais que resultaram na morte de uma gestante e na perda da visão de outra.
A Polícia Civil de Alagoas indiciou duas pessoas suspeitas de envolvimento em uma clínica clandestina de abortos em Arapiraca, cidade localizada no Agreste do estado. A informação foi divulgada em 14 de outubro de 2026.
Entre os indiciados estão uma idosa, apontada como responsável pela realização dos procedimentos ilegais, e um homem identificado como patrocinador da clínica. As investigações apontam que a clínica funcionava há pelo menos dez anos na residência da idosa.
Complicações graves e investigações
Durante os procedimentos realizados no local, uma gestante veio a falecer, e outra paciente perdeu a visão de um dos olhos devido a uma infecção generalizada. A idosa foi indiciada pelos crimes de aborto provocado por terceiro com o consentimento da gestante, homicídio culposo e lesão corporal de natureza gravíssima.
O homem foi indiciado por coautoria nos mesmos crimes e por participação em aborto provocado por terceiro, tendo exercido pressão para que uma vítima interrompesse a gravidez, fornecido medicamentos abortivos e efetuado pagamento de R$ 2 mil para o procedimento clandestino.
Procedimentos e ações policiais
De acordo com o inquérito, a idosa recebia entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil por cada aborto realizado clandestinamente. Foram identificadas cinco pessoas que passaram pelos procedimentos ilegalmente realizados pela investigada.
O 53º Distrito Policial cumpriu mandados de busca e apreensão, recolhendo instrumentos cirúrgicos, medicamentos anestésicos e analgésicos, além de insumos hospitalares e celulares usados para a operação da clínica.
O caso foi encaminhado à Justiça, que aguarda manifestação do Ministério Público do Estado de Alagoas para eventual oferecimento de denúncia.