Três presos por extorsão a internet no Ceará
Trio é investigado pela Lei Antifacção após rompimento de cabos que suspendeu internet em Groaíras e Cariré.
Três homens foram presos na quarta-feira (28) em investigação por suspeita de extorsão contra um provedor de internet em Groaíras, município do Ceará que ficou horas sem conexão após o rompimento de cabos de fibra óptica. A Polícia Civil do Ceará revelou que os investigados têm 18, 20 e 31 anos e são acusados do crime de favorecimento ao domínio social estruturado, com base na nova Lei Antifacção (Lei nº 15.358/2026), que trata da repressão a organizações criminosas ultraviolentas.
Segundo a apuração, os dois suspeitos mais jovens teriam participado da pichação em muros de uma empresa de internet na cidade, um indicativo das ameaças atribuídas à facção criminosa Comando Vermelho (CV), em circulação desde a semana passada. O terceiro homem, de 31 anos, teria dado apoio logístico ao grupo. As prisões aconteceram em Caucaia e em Groaíras, com apoio das unidades especializadas da Polícia Civil e da Polícia Militar do Ceará.
Impactos e investigações
O rompimento dos cabos afetou não só Groaíras, mas também o município vizinho de Cariré, deixando moradores, comerciantes e serviços públicos sem acesso à internet por várias horas no dia 27 de outubro. O serviço começou a ser restabelecido na noite do mesmo dia, enquanto as investigações continuam em busca de esclarecer todas as circunstâncias e identificar outros possíveis envolvidos nos atos criminosos.
As ameaças feitas pelo Comando Vermelho vão além desta perda temporária de conexão, incluindo imposição de taxas para funcionamento dos provedores na região, o que também já causou ataques semelhantes desde 2025, conforme relatos de empresários do setor. A Polícia Civil reforçou o policiamento e segue monitorando possíveis novas ações contra empresas de internet no Ceará.
Contexto maior de violência contra provedores
Na região, casos semelhantes têm ocorrido, como em Alcântaras, a cerca de 60 quilômetros de Groaíras, onde estabelecimentos foram pichados com ameaças explícitas para que saíssem da área sob risco de incêndio. Essas ações impactam diretamente a prestação dos serviços de internet na zona norte do estado e também prejudicam a população que depende da conexão para atividades cotidianas e profissionais.
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