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Jornalista de Maranguape vai a júri por matar mulher atropelada

Heldemar de Paula Garcia enfrenta júri popular pelo homicídio qualificado de Naiara Costa de Oliveira após atropelar grupo na Região Metropolitana de Fortaleza.

O jornalista Heldemar de Paula Garcia será submetido a júri popular pelo homicídio qualificado da auxiliar administrativa Naiara Costa de Oliveira, de 32 anos, e pelas tentativas de homicídio de outras três pessoas, após um atropelamento ocorrido em Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza.

O crime aconteceu na madrugada do dia 18 de abril, depois que Heldemar, que chegou ao local do bar com sinais de embriaguez, se envolveu em uma discussão com Naiara e seus amigos. Segundo testemunhas, o grupo não conhecia o jornalista, que passou a interferir na conversa, causando incômodo. O desentendimento culminou com Heldemar retornando ao local em seu carro, um Hyundai Veracruz, e dirigindo contra o grupo.

Três dos quatro amigos conseguiram desviar, mas Naiara foi atingida e sofreu graves ferimentos. Ela passou por 48 dias internada, incluindo períodos na UTI e procedimentos cirúrgicos, vindo a óbito em 6 de junho.

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Heldemar foi preso em flagrante no dia do atropelamento, teve a prisão preventiva decretada e permanece detido em uma unidade prisional em Aquiraz desde então. Ele negou intenção de causar o atropelamento, afirmou ter perdido o controle do veículo e recusou realizar o teste do bafômetro.

O Ministério Público do Ceará (MPCE) denunciou o jornalista por homicídio qualificado, alegando indícios de dolo, uma vez que ele teria usado o veículo como um instrumento para cometer o crime, além de as outras tentativas de homicídio envolvendo os demais presentes.

A Vara Única Criminal de Maranguape publicou a sentença de pronúncia no dia 14 de outubro, levando Heldemar a julgamento pelo Tribunal do Júri. Não há data definida para o júri popular.

A defesa do jornalista recorreu ao Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) pedindo a desclassificação do crime para delito culposo de trânsito, argumentando ausência de provas que comprovem a intenção de matar. Também questiona o deferimento de provas e busca afastar as acusações das tentativas de homicídio.

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