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Chefes de facção no RJ ordenam ataques que cortam internet no Ceará

Ministério Público do Ceará relaciona o Comando Vermelho a crimes que deixaram Groaíras horas sem internet e prendeu três suspeitos.

Três homens são presos por suspeita de extorquir provedores de cidade que ficou sem internet no Ceará.
Três homens são presos por suspeita de extorquir provedores de cidade que ficou sem internet no Ceará. — Foto: Polícia Civil/Reprodução

O Ministério Público do Ceará (MPCE) investiga que chefes da facção Comando Vermelho (CV), no Rio de Janeiro, ordenaram crimes que afetaram provedores de internet na cidade de Groaíras, no Ceará. Na terça-feira (27), cabos de fibra ótica foram rompidos, e o município ficou horas sem conexão, afetando também a vizinha Cariré.

Desde a semana anterior, houve ameaças contra provedores locais. Na sexta-feira (23), a fachada da empresa InforLink, em Groaíras, foi pichada com símbolos do CV e um ultimato para saída da cidade em 24 horas. Um vídeo divulgou fotos de empresários envolvidos, e três homens, com idades entre 18 e 31 anos, foram presos suspeitos de extorsão.

As prisões envolvem crime previsto na Lei nº 15.358/2026, a Lei Antifacção, que combate organizações criminosas estruturadas.

Os ataques prejudicaram o comércio e serviços públicos locais, que dependem da internet para funcionar, como evidenciado pelo fim antecipado do expediente da Prefeitura de Groaíras. Ao menos quatro provedores tiveram o serviço comprometido.

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) confirmou investigação sobre o rompimento dos cabos e reforço no policiamento da região. A Prefeitura pediu cautela para evitar circulação de informações não verificadas.

Casos semelhantes ocorreram em Alcântaras e Icapuí, com ataques e cobranças ilegais de taxas aos provedores desde 2025, confirmando uma sequência de intimidações e ações contra o setor de telecomunicações no interior cearense.

A Federação Nacional de Instalação e Manutenção de Infraestrutura de Redes de Telecomunicações e de Informática (Feninfra) publicou nota de repúdio aos ataques, destacando o impacto sobre serviços essenciais e solicitando atuação coordenada entre autoridades estaduais e federais para proteger empresas e técnicos, além de restaurar o serviço.

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