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TSE não exigiu 100% da frota de ônibus em Salvador

Pablo Souza afirmou que prefeitura mantém operação tradicional e que não houve determinação do TSE para frota completa.

1 de 1 MPBA descartou irregularidades no transporte público de Feira durante eleições
1 de 1 MPBA descartou irregularidades no transporte público de Feira durante eleições — Foto: Redes Sociais

O secretário de mobilidade de Salvador, Pablo Souza, esclareceu em entrevista nesta terça-feira (27) que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não determinou a disponibilidade de 100% da frota de ônibus em nenhuma cidade durante o segundo turno das eleições. A declaração ocorreu após críticas referentes à falta de ônibus na capital baiana no último domingo (25).

Apesar de informação no site oficial da Secretaria de Mobilidade de Salvador indicar que a operação para o segundo turno contaria com "100% da frota utilizada em dias úteis, sem a redução habitual de veículos aos domingos", o secretário detalhou que a frota ativa foi de 850 veículos, metade da frota total estimada em 1,7 mil ônibus. Segundo ele, essa prática é adotada há dez anos nas eleições do município e a prefeitura manteve o mesmo esquema utilizado no primeiro turno.

Frota reduzida e adesivos eleitorais

O Sindicato dos Rodoviários confirma que, tradicionalmente, a frota operante aos finais de semana corresponde a cerca de 50%, em função de folgas dos trabalhadores. No dia do segundo turno, a operação seguiu essa lógica.

Imagens divulgadas mostraram adesivos com o número 13, que representa a campanha do candidato Lula, colados em ônibus que permaneceram nas garagens, prática vedada pela legislação eleitoral. Como resultado, cerca de 75 veículos foram impedidos de sair para operação até que os adesivos fossem retirados.

O secretário afirmou que, diante do impacto operacional, a equipe da Secretaria de Mobilidade determinou que a remoção dos adesivos não deveria impedir a circulação dos coletivos. As empresas de ônibus assumiram a ação de limpeza e, conforme Pablo Souza, o serviço já foi normalizado na tarde do domingo, embora vídeos tenham registrado moradores mobilizados para oferecer caronas solidárias a eleitores prejudicados pela redução do transporte.

Investigações e suspensão de prisão

Em meio à situação, o Tribunal Superior Eleitoral chegou a solicitar a prisão em flagrante do secretário, que não foi cumprida porque ele estava em missão institucional na França. Na segunda-feira (26), a ordem foi revogada devido à perda da finalidade imediata, pois as votações haviam sido encerradas. A decisão não impede o prosseguimento das investigações, que serão realizadas pela Polícia Federal.

O secretário confirmou que prestará as informações solicitadas no prazo estabelecido, enviando todos os documentos relacionados à operação de transporte durante o segundo turno.

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