Esquema de tráfico internacional usa nome de passageira para enviar droga no Aeroporto de Guarulhos
Passageira brasileira teve seu nome usado em esquema que envolveu mala com 25 kg de haxixe em Guarulhos.
Um esquema de tráfico internacional de drogas foi revelado pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, envolvendo o uso fraudulento do nome de uma passageira brasileira para o envio de drogas. A administradora Gabriele Amador Silva teve sua mala extraviada durante uma viagem à América do Norte e, meses depois, foi surpreendida com uma investigação que apontou traficantes usando sua identificação para transportar 25 quilos de haxixe por meio de bagagem registrada em seu nome.
O caso ilustra uma tática recente e sofisticada de quadrilhas que atuam em aeroportos para facilitar a entrada e saída de substâncias ilícitas em voos internacionais. A Polícia Federal identificou a prática conhecida como “tráfico reverso”, com drogas vindas da Ásia, Europa e América do Norte em direção ao Brasil. Investigações registraram rotas clandestinas e resultaram na prisão de um eletricista transportando 33 quilos de cocaína escondidos no telhado do terminal.
Em 2026, as apreensões de drogas no aeroporto somam quase cinco toneladas, e a Polícia Federal reforça a importância de viajantes fotografarem suas malas, etiquetas e registrarem o peso das bagagens para garantir provas em casos de fraudes semelhantes.
Detalhes do caso Gabriele Amador Silva
Gabriele teve sua mala extraviada em conexão entre os Estados Unidos e Canadá. A bagagem foi recuperada 18 dias depois no aeroporto de Toronto, aparentemente intacta, conforme vídeos feitos por ela e seu namorado antes do retorno ao Brasil.
Ao voltar ao país, a Polícia Federal encontrou duas malas abandonadas na esteira de Guarulhos. As bagagens continham 25 quilos de haxixe cada e estavam registradas em nome de duas passageiras que não se conheciam, o que reforça a suspeita de fraude com reimpressão ou troca de etiquetas.
O advogado de Gabriele informou que os investigadores trabalham para identificar os responsáveis e que as passageiras não são tratadas como suspeitas. O histórico expõe o potencial grave prejuízo a vítimas inocentes, semelhante a casos ocorridos em 2023, quando brasileiras foram presas na Alemanha em situação similar e posteriormente inocentadas.
Orientações para viajantes
Especialistas recomendam que os passageiros armazenem fotografias da bagagem, guardem as etiquetas de despacho e anotem o peso das malas. Essas medidas auxiliam na comprovação da propriedade e condição das bagagens, minimizando prejuízos caso haja adulteração ou uso indevido para transporte ilegal de drogas.