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Volkswagen Kombi clássica ganha versão elétrica de US$ 275 mil nos EUA com performance moderna

Kindred Motorworks transforma a icônica Kombi em veículo elétrico potente e luxuoso, preservando design vintage e adicionando recursos atuais.

20/10/2026 às 17h26  ·  Atualizado em 20/10/2026 às 17h27

A Volkswagen Kombi, popularmente conhecida como Microbus e ícone da cultura hippie, ganhou uma releitura elétrica sofisticada pela empresa americana Kindred Motorworks, baseada em Mare Island, Califórnia. A adaptação preserva o clássico design em dois tons de amarelo e mantém a carroceria característica da primeira geração, fabricada entre 1950 e 1967, mas sob sua aparência nostálgica esconde um conjunto mecânico totalmente moderno e elétrico.

A transformação da Kombi original inclui a substituição do motor traseiro de até 53 cavalos por um motor elétrico Grayback com potência de 294 cavalos. Equipado com uma bateria de 74 quilowatts-hora instalada sob o assoalho, o veículo oferece autonomia aproximada de 322 quilômetros (200 milhas) e performance capaz de impressionar até motoristas de SUVs contemporâneos, mantendo um bom ritmo em estradas como a Palisades Parkway, em Nova Jersey.

Além do motor potente, as versões elétricas oferecem conforto e tecnologia que vão muito além do que o veículo original proporcionava, como bancos revestidos em couro aquecidos, ar-condicionado e integração com Apple CarPlay e Android Auto, recursos valorizados pelos consumidores atuais que buscam autenticidade aliada a conveniência moderna.

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Segundo Greg Clark, ex-diretor comercial da Kindred Motorworks, “os clientes querem autenticidade”, mas ressaltou que a Kombi tradicional não oferece desempenho satisfatório, principalmente em subidas, justificando a versão elétrica. O engenheiro de testes Basil Elbanna destacou ainda a superação do limite do sistema rudimentar de aquecimento original.

A produção da Kombi elétrica pela Kindred é limitada e artesanal, exigindo aproximadamente 1.500 horas de trabalho por unidade. O plano inicial prevê cerca de 12 vans elétricas produzidas no primeiro ano, com a possibilidade de expansão para até 50 unidades anualmente. O alto nível de customização e a tecnologia embarcada refletem-se no preço elevado, estimado em US$ 275 mil, equivalentes a cerca de R$ 1,38 milhão.

O interior mantém elementos originais, como o volante horizontal e a disposição típica da primeira geração, com 23 janelas valorizadas por colecionadores. O banco do passageiro, que pode girar para frente da mesa removível, oferece ambiente aconchegante para convivência, embora comprometa a instalação de consoles centrais tradicionais.

Apesar da excelente visibilidade e capacidade de manobra proporcionadas pela posição de condução sobre as rodas dianteiras, o projeto original carecia de zonas de deformação para absorver impactos, um aspecto de segurança menos valorizado na época. A instalação da bateria sob o assoalho contribui para melhorar a estabilidade em curvas, corrigindo o sobresterço característico da versão convencional.

Em paralelo a essa iniciativa, a Volkswagen manteve sua aposta no modelo ID. Buzz, van elétrica inspirada no design retrô da Kombi, lançada no mercado americano em 2024. Apesar de contar com mais espaço interno, tração integral e aceleração rápida (0 a 97 km/h em cerca de 6 segundos), o modelo tem tido vendas lentas, especialmente diante do alto preço inicial de US$ 59.995.

Assim, a Kindred Motorworks acredita que consumidores de veículos elétricos com alto poder aquisitivo valorizam a autenticidade da Kombi clássica aliada a uma motorização moderna e potente, justificando o investimento em uma conversão que alia artesanato, nostalgia e tecnologia de ponta.

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