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Mais de um quarto dos idosos de São Paulo fazem parte da força de trabalho, aponta Fundação Seade

Pesquisa da Fundação Seade revela que 26,5% dos paulistas com 60 anos ou mais estavam ativos no mercado de trabalho no segundo trimestre de 2026.

20/10/2026 às 16h57

Segundo pesquisa da Fundação Seade baseada em dados da PNADC do IBGE, 26,5% das pessoas com 60 anos ou mais residentes no Estado de São Paulo estavam na força de trabalho no segundo trimestre de 2026. Isso corresponde a cerca de 2,2 milhões de idosos entre os aproximadamente 8,3 milhões que vivem no estado, dos quais 97% estavam ocupados e 3% desocupados.

Na faixa etária de 60 a 69 anos, 53,4% dos homens e 28,8% das mulheres participavam da força de trabalho, enquanto para idosos com 70 anos ou mais as taxas foram de 17,4% para homens e 5,8% para mulheres, indicando maior participação masculina e queda da atividade com o avanço da idade.

Entre o segundo trimestre de 2019 e o mesmo período de 2026, o número de idosos ocupados cresceu 26%, o que significa cerca de 441 mil pessoas a mais trabalhando, superando o aumento de 10,3% observado para toda a população ocupada. O crescimento foi mais expressivo entre mulheres idosas, com alta de 31,3%.

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Prevalência do trabalho por conta própria e carteira assinada

O trabalho por conta própria se destacou como a principal forma de ocupação entre os idosos, abrangendo 40,2% dos ocupados com 60 anos ou mais no segundo trimestre de 2026, alcançando 53,9% entre os com 70 anos ou mais.

Além disso, houve aumento na proporção de empregados com carteira assinada, subindo de 20,9% para 27,3% entre homens e de 11,2% para 20,6% entre mulheres no mesmo grupo etário.

Rendimentos e perfil demográfico

Os idosos apresentavam os maiores rendimentos médios do trabalho entre todas as faixas etárias, embora esses valores tenham reduzido em termos reais entre 2019 e 2026. No segundo trimestre de 2026, homens de 60 anos ou mais recebiam em média R$ 5.612,38 por mês, enquanto mulheres recebiam R$ 4.137,34. Levando em conta rendimento por hora, os valores eram de R$ 35,17 para homens e R$ 29,85 para mulheres; entre idosos com 70 anos ou mais, os rendimentos por hora eram ainda maiores, de R$ 43,93 para homens e R$ 37,98 para mulheres.

Do ponto de vista da posição na família, a maior parcela dos idosos no mercado de trabalho eram chefes de domicílio, embora entre homens tenha havido decréscimo dessa proporção de 70,1% para 64,2% e entre mulheres tenha aumentado de 52,9% para 57,6% entre os segundo trimestres de 2019 e 2026.

Características educacionais e raciais

Em relação à escolaridade, 18,5% dos homens com 60 anos ou mais que estavam na força de trabalho tinham ensino superior completo, contra 16,3% das mulheres, diferentemente do que ocorre entre pessoas de 30 a 59 anos, onde a proporção feminina é maior. Em termos étnicos, entre os idosos, aproximadamente dois terços se declaravam não negros, com percentuais de 64,5% para homens e 66,4% para mulheres no total de 60 anos ou mais, chegando a 67,2% e 70,4% respectivamente entre os que têm 70 anos ou mais.

Aumento da ocupação e redução da desocupação

O estudo indica que, entre 2019 e 2026, a taxa de ocupação entre os idosos na força de trabalho subiu, passando de 92,4% para 96,8% entre homens e de 95,9% para 97,3% entre mulheres. A taxa de desocupação diminuiu para 3,2% nos homens e 2,7% nas mulheres no período.

Setores e características do trabalho

Os serviços foram o principal setor empregador entre os idosos, respondendo por 46,1% dos homens e 43,5% das mulheres ocupadas em 2019; entretanto, houve aumento mais intenso na presença feminina neste setor, que passou a representar 51,8% das ocupações femininas de idosos em 2026, enquanto a participação masculina caiu para 45,0%.

Apesar do crescimento da carteira assinada, os idosos ainda tinham menor proporção de empregados com registro em relação às outras faixas etárias. O trabalho autônomo predominava, especialmente entre os homens, cujo percentual passou de 41,6% para 44,9%, e entre as mulheres houve ligeira queda de 33,1% para 32,8%.

A Fundação Seade destaca que, embora tenha diminuído, a parcela de empregadores idosos segue maior do que em outros grupos etários, especialmente entre pessoas com 70 anos ou mais.

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