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Goiás

Fornecedora de medicamentos irregulares para fisioterapeuta é presa em Goiânia

Mais de 20 vítimas denunciaram fisioterapeuta investigada por causar lesões graves com uso de produtos proibidos.

20/10/2026 às 15h48

Uma mulher foi presa em Goiânia nesta terça-feira (20) sob a suspeita de fornecer medicamentos irregulares à fisioterapeuta Magda Oliveira da Silva, que está sendo investigada por mutilar pacientes durante procedimentos estéticos. A Polícia Civil detalhou que já são 24 as vítimas que registraram ocorrência contra Magda, com duas delas ainda internadas devido a lesões gravíssimas.

A prisão da fornecedora ocorreu durante um mandado judicial de busca e apreensão, no qual foram encontrados medicamentos e substâncias proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), usadas nos procedimentos estéticos realizados pela fisioterapeuta. Entre os materiais apreendidos estavam ampolas de medicamentos injetáveis, toxinas botulínicas, seringas e perfumes com procedência estrangeira.

De acordo com a investigação, a suspeita de fornecimento declarou ter comprado os medicamentos no Paraguai e não possuía notas fiscais que comprovassem a origem dos produtos. Além disso, as apurações identificaram que ela realizava negociações envolvendo compra, revenda, controle de estoque, definição de preços, pagamentos e logística de entrega dos insumos.

Leia também: Homem é preso na Bahia suspeito de fraudar cartões para custear procedimentos estéticos

Magda Oliveira da Silva foi presa no dia 21 de setembro, após denúncias que incluem relatos de mutilações em partes do corpo das vítimas e queimaduras nas mamas. Ela responde pelo crime de lesão corporal gravíssima. Segundo o delegado responsável, Alex Rodrigues, a fisioterapeuta possui formação na área de estética, mas não tinha autorização para realizar os procedimentos que causaram danos severos às pacientes.

As denúncias abrangem ainda complicações após procedimentos com fios e aplicações estéticas, evidenciadas por dor intensa, inchaço, hematomas, secreção, bolhas, queimaduras e cicatrizes graves entre as vítimas. A polícia mantém a investigação para apurar o caso e garantir assistência às pessoas afetadas.

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