Irã nega envolvimento em tentativa de atentado à base aérea no Reino Unido após acusações do primeiro-ministro britânico
O Irã rejeitou as alegações de que teria ligação com o ataque frustrado à base aérea RAF Fairford, enquanto Londres segue investigando o caso.
O governo do Irã negou qualquer participação na tentativa de atentado ocorrida em setembro contra a base aérea RAF Fairford, situada no sudoeste da Inglaterra. A declaração foi feita pelo embaixador iraniano no Reino Unido, Seyed Ali Mousavi, que afirmou estar disposto a colaborar com as autoridades britânicas para esclarecer o incidente.
As alegações de envolvimento iraniano foram feitas pelo primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, em discurso no Parlamento no início de outubro. O posicionamento do premiê contou com a assinatura de uma declaração conjunta do Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido, apoiada por mais de 25 nações, incluindo os Estados Unidos, que atribuem ao Irã alguma responsabilidade no ocorrido.
Contexto e desdobramentos
O episódio teve lugar no dia 27 de setembro, quando cinco homens britânicos foram detidos sob suspeita de crimes relacionados a explosivos após a descoberta de três vans supostamente carregadas com material explosivo nas proximidades da base. A RAF Fairford é conhecida por abrigar pessoal da Força Aérea dos Estados Unidos e ter servido como ponto de partida para bombardeios americanos contra o Irã.
No entanto, os cinco suspeitos foram liberados sob fiança pouco depois da prisão, decisão que gerou críticas do então presidente dos EUA, Donald Trump. O ex-presidente afirmou, sem detalhar, que poderia confirmar a ligação iraniana com o caso.
Antes das últimas declarações oficiais, a embaixada do Irã em Londres já havia refutado as suspeitas, classificando as acusações como “infundadas e maliciosas” em comunicado divulgado na rede social X.
O governo iraniano reitera que não teve qualquer envolvimento na tentativa de ataque e mantém disposição para cooperação no curso das investigações.