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Internacional

Operação do governo Trump na casa da deputada Ilhan Omar levanta acusações de abuso de poder

Autoridades dos EUA fazem busca na residência da deputada democrata Ilhan Omar, suspeita de fraude imigratória; parlamentar denuncia intimidação política.

Por redação gnews 12/10/2026 às 18h44  ·  Atualizado em 12/10/2026 às 18h45

Na madrugada de 12 de outubro de 2026, autoridades norte-americanas realizaram uma operação na residência da deputada federal Ilhan Omar, do Partido Democrata, no estado de Minnesota, na região de Washington. A ação está ligada a uma investigação sobre suposta fraude imigratória. Segundo uma fonte da Reuters, parte da apuração envolve a documentação de imigração da parlamentar, preenchida por seu pai falecido quando ela ainda era criança.

Ilhan Omar, conhecida crítica do presidente Donald Trump e alvo frequente de ataques políticos do republicano, declarou nas redes sociais que o governo dos Estados Unidos estaria sendo usado para perseguir uma adversária política do presidente. Ela busca um quinto mandato na Câmara dos Deputados nas eleições de meio de mandato agendadas para o dia 3 de novembro.

Acusações de abuso de poder

Democratas do Congresso classificaram a operação como um possível abuso de poder. O líder da bancada democrata na Câmara, Hakeem Jeffries, junto com os deputados Katherine Clark e Pete Aguilar, emitiu comunicado afirmando que a ação levanta dúvidas sobre a utilização do aparato federal para atacar adversários políticos de Trump. Eles também destacaram que a máquina de deportação do governo chegou à casa de uma integrante do Congresso e de sua família.

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No estado de Minnesota, o governador democrata Tim Walz também condenou a operação, interpretando-a como um abuso de poder do presidente Trump para perseguir opositores poucos dias antes da eleição.

Contexto da investigação e histórico político

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos está conduzindo a investigação em conjunto com o Departamento de Segurança Interna. Tom Homan, responsável pela política de fronteiras do governo Trump, confirmou a cooperação entre as instituições, mas não detalhou o andamento da investigação. O secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, nomeado por Trump, havia antecipado no mês anterior que haveria novidades sobre a entrada da família de Omar nos Estados Unidos.

Os padrões do Departamento de Justiça norte-americano proíbem a realização de ações que possam influenciar o resultado de eleições. Tradicionalmente, o departamento evita medidas investigativas contra candidatos nas semanas que antecedem os pleitos.

Durante o segundo mandato de Trump, diversas investigações foram abertas contra figuras consideradas adversárias políticas do presidente, incluindo ex-funcionários e parlamentares democratas. Contudo, algumas dessas ações foram rejeitadas por juízes federais ou trancadas judicialmente.

Repercussão política e ataques verbais

Ilhan Omar tem sido alvo constante da retórica agressiva de Donald Trump, que fez declarações controversas contra a comunidade somali-americana e contra Omar pessoalmente. O presidente chegou a descrever a deputada como uma ameaça em Minnesota e protagonizou ataques com linguagem considerada antissomali e antimuçulmana por críticos.

A deputada relatou receber ameaças de morte associadas a essa retórica de ódio. Em um incidente recente, um homem foi condenado por agredir Omar ao esguichar vinagre contra ela motivado por discordar das suas posições políticas.

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