Brasil supera Arábia Saudita e é 2º maior fornecedor de petróleo para China em 2026
Nas nove primeiras meses de 2026, Brasil se torna o segundo maior exportador de petróleo bruto para a China, segundo dados oficiais.
De acordo com dados alfandegários divulgados em outubro de 2026, o Brasil ultrapassou a Arábia Saudita e se tornou o segundo maior fornecedor de petróleo bruto para a China nos primeiros nove meses do ano.
Durante esse período, as importações chinesas de petróleo do Brasil totalizaram 44,29 milhões de toneladas, enquanto da Arábia Saudita foram 43,12 milhões de toneladas. A Rússia mantém a liderança como principal fornecedora à China.
Em setembro especificamente, as compras de petróleo brasileiro pela China atingiram 5,15 milhões de toneladas, equivalentes a aproximadamente 1,25 milhão de barris por dia (bpd), com aumento de 18% em relação a setembro do ano anterior. Já a importação de petróleo da Arábia Saudita nesse mês caiu 62%, somando 2,70 milhões de toneladas, ou cerca de 660 mil bpd.
Além disso, a Rússia forneceu 9,94 milhões de toneladas no mês, representando 2,42 milhões bpd, aumento anual de 20% apesar de uma redução de 11% frente ao mês anterior. O Iraque forneceu 4,84 milhões de toneladas em setembro, cerca de 1,18 milhão bpd, com queda anual de 19%, porém crescimento de 248% em relação a agosto.
Dados indicam que não houve importações de petróleo bruto provenientes dos Estados Unidos, Venezuela ou Irã em setembro, situação semelhante ao registrado no ano anterior.
Esse movimento indica uma mudança na matriz de fornecimento de petróleo para a China, com o Brasil ganhando relevância diante de oscilações na oferta dos concorrentes tradicionais.