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São Paulo

Presidente da Câmara de Olímpia preso por suspeita de ‘rachadinha’ renuncia ao cargo

Flávio Augusto Olmos renunciou à presidência da Câmara e pediu afastamento como vereador após operação da Polícia Civil.

19/10/2026 às 21h02  ·  Atualizado em 19/10/2026 às 21h03

Flávio Augusto Olmos (PP), presidente da Câmara Municipal de Olímpia (SP), renunciou ao cargo na tarde desta segunda-feira (19), após ser preso suspeito de participação em esquema de “rachadinha”.

Olmos também solicitou afastamento das funções de vereador por 120 dias. Com isso, o vice-presidente da Câmara, Marcelo de Branca (Republicanos), assumiu interinamente a presidência até a realização de uma nova eleição marcada para o dia 26 de outubro.

A prisão de Flávio Augusto Olmos ocorreu durante a operação “Caixa Frio”, deflagrada pela Polícia Civil de Barretos (SP), que investiga um esquema de desvio de dinheiro envolvendo o político e três assessores de seu gabinete. Segundo as investigações, uma sorveteria de propriedade do vereador teria sido usada como ponto físico para repasse dos valores oriundos dos assessores para Olmos.

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Além do cumprimento de quatro mandados de prisão temporária, a operação também realizou oito mandados de busca e apreensão em endereços relacionados ao grupo, incluindo o gabinete do vereador e sua residência, onde documentos, celulares e equipamentos de informática foram recolhidos.

O caso está sob sigilo, e os nomes dos demais presos, além do vereador, não foram divulgados. Flávio está no segundo mandato como vereador e foi eleito presidente da Câmara em 2025.

Contexto legal e definição de ‘rachadinha’

A prática conhecida como “rachadinha” consiste na exigência ou acordo para que funcionários públicos devolvam parte dos salários recebidos por cargos públicos. Segundo o artigo 312 do Código Penal, o crime de peculato, que pode enquadrar essa prática conforme as circunstâncias e provas, prevê pena de reclusão de dois a 12 anos, além de multa.

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