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Economia

Governo Milei anuncia novo corte de 20 mil servidores públicos na Argentina

Presidente Milei aprova plano de demissão voluntária para eliminar 20 mil vagas no funcionalismo, após 77 mil cortes desde 2023.

19/10/2026 às 18h56

O governo do presidente argentino Javier Milei anunciou nesta segunda-feira (19) a implementação de um novo plano de demissão voluntária com a intenção de cortar 20 mil postos de trabalho na administração pública nacional. Esta iniciativa ocorrerá a partir de 1º de novembro e se estenderá por um mês.

Segundo o decreto publicado no Diário Oficial, o programa ofertará pagamentos diferenciados conforme a idade e tempo de serviço dos funcionários que optarem pela demissão. Entretanto, uma das condições impostas é que os servidores que aderirem estarão proibidos de retornar ao serviço público durante oito anos.

Este novo corte integra uma política ampla de redução dos gastos do Estado, conhecida popularmente como “motosserra”, que vem sendo implementada pela gestão Milei desde que assumiu o cargo em dezembro de 2023. Desde então, mais de 77 mil postos no setor público foram eliminados, o que representa aproximadamente 21% do total de empregos públicos nacionais.

Leia também: Argentina de Milei enfrenta alta pobreza, inflação em queda e desemprego em crescimento

Os dados também indicam que o setor privado formal argentino teve redução significativa no número de empregos, com perda estimada em 270 mil postos de trabalho, em meio a medidas de austeridade fiscal e desaceleração econômica.

Em contrapartida, o governo liderado por Milei afirma que nesse mesmo período 400 mil empregos foram criados, embora essa cifra inclua trabalhadores informais e autônomos. A informalidade no mercado de trabalho argentino aumentou 3 pontos percentuais em três anos, chegando a cerca de 45%.

O anúncio foi recebido com críticas por parte da Associação de Trabalhadores do Estado (ATE), sindicato que representa servidores públicos. O secretário-geral da entidade, Rodolfo Aguiar, declarou que o que está em curso não se caracteriza como desligamento voluntário, mas sim como “demissão extorsiva”, e convocou uma marcha contra o plano.

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