Deputado Marcelo Aguiar é detido após disparo em balada e usava placa oficial falsa da Alesp
Deputado estadual do PL foi detido por disparar arma em balada e dirigia veículo com placa oficial da Assembleia Legislativa não registrada.
O deputado estadual pelo Partido Liberal (PL), Marcelo Aguiar, foi detido na madrugada de 19 de outubro após disparar uma arma de fogo dentro de uma balada situada no bairro Itaim Bibi, na Zona Sul de São Paulo. Além de apresentar sinais de embriaguez, ele dirigia um veículo com placa oficial da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) que não consta no registro da Casa, conforme apurado pelo G1.
O automóvel utilizado, um BYD preto, ostentava placa oficial da Alesp vinculada a outro veículo, um Toyota Corolla, que é pago com recursos públicos e registrado, diferentemente do modelo conduzido pelo parlamentar. Segundo o site de transparência do Poder Legislativo paulista, a Assembleia possui apenas dois modelos oficiais de carro sob contrato: o Toyota Corolla e o Fiat FastBack.
Apesar de deputados poderem usar verba de gabinete para alugar um veículo fora dos modelos padrão, o uso da placa oficial exige a devolução do carro do contrato e o registro formal do novo veículo no sistema da Assembleia. O modelo BYD preto associado a Marcelo Aguiar não está registrado oficialmente, caracterizando, segundo o Código Penal, o uso de placa falsa, crime de adulteração de sinal identificador de veículo, cujas penas variam de três a seis anos de reclusão e multa.
O boletim de ocorrência referente à prisão não menciona a adulteração da placa. Questionada, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo não respondeu até o fechamento desta reportagem. A assessoria do deputado afirmou que ele estava sob efeito de medicamentos fortes que teriam provocado uma reação adversa, resultando em uma discussão, e negou que ele tenha sido preso, esclarecendo que apenas prestou esclarecimentos na delegacia e foi liberado.
Marcelo Aguiar permanece em casa e passará por consulta médica, segundo nota oficial que reafirma a confiança do parlamentar na Justiça para o esclarecimento dos fatos.