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Paraná

Médico afastado após montar quarto em hospital do PR continua recebendo salário

Rodrigo Felipe Amparado foi afastado do Hospital Municipal de Itaúna do Sul em julho, mas seu salário segue sendo pago até outubro, conforme Portal da Transparência.

18/10/2026 às 12h39

Rodrigo Felipe Amparado, médico do Hospital Municipal de Itaúna do Sul, no Norte do Paraná, permanece recebendo o salário normalmente mesmo após seu afastamento do cargo em 8 de julho de 2026. Ele foi afastado cerca de um mês após ser preso preventivamente pela Polícia Penal do Estado do Paraná, acusado de montar um quarto em uma sala desativada do centro cirúrgico do hospital.

Segundo o Portal da Transparência da Prefeitura da cidade, até 16 de outubro de 2026, o pagamento do salário a Rodrigo está registrado regularmente, inclusive um vencimento bruto de R$ 10.717,03 em setembro, que resultou em cerca de R$ 2.967,40 líquidos após os descontos.

Rodrigo é réu em processo judicial por crimes como ameaça, dano emocional à mulher, perseguição, tortura e peculato. A promotora de Justiça Marina Campos Corrêa afirmou que os funcionários do hospital viviam sob medo das ameaças do médico, que, além do uso irregular de uma sala para fins pessoais, teria ameaçado torturar a filha e matar o marido de uma secretária de Saúde municipal.

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A defesa do médico informou que todas as determinações judiciais estão sendo cumpridas e que o processo tramita sob segredo de Justiça, não podendo fornecer mais detalhes. A Prefeitura de Itaúna do Sul destacou que o pagamento do salário ocorre em cumprimento a decisões judiciais, e não por critério de escolha do município.

Em nota, a Prefeitura explicou que o afastamento é por tempo indeterminado, que o processo administrativo interno ainda está em curso e que, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal, o afastamento cautelar com processo criminal em andamento não autoriza a suspensão imediata dos vencimentos antes de decisão final.

Paralelamente, a esposa do médico, Maiara, que era diretora do Departamento de Enfermagem e é também ré em processos por peculato, prevaricação e tortura, foi exonerada do cargo em 29 de junho. Ela teria usado o quarto montado no hospital para dormir durante os plantões.

As denúncias que levaram à investigação partiram de servidores municipais que relataram o uso irregular da sala como quarto pelo médico e as ameaças sofridas. O Ministério Público apurou um ambiente de arbitrariedades e perseguições dentro do hospital durante o período em que Rodrigo atuava.

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