Pular para o conteúdo
São Paulo

Tecnologia do Coliseu de Roma vai preservar o Museu do Ipiranga em São Paulo

Escaneamento a laser 3D usado no Coliseu é aplicado para monitorar e conservar o Museu do Ipiranga.

17/10/2026 às 21h51

O Museu do Ipiranga, um dos principais patrimônios históricos de São Paulo, passará a ser monitorado com uma tecnologia inovadora usada no Coliseu de Roma, na Itália. Trata-se de um escaneamento a laser em 3D que permite mapear minuciosamente toda a estrutura do edifício, identificando possíveis desgastes, fissuras e deformações ainda invisíveis a olho nu.

Essa tecnologia cria um modelo digital tridimensional do museu, conhecido como “gêmeo digital”. Para isso, scanners a laser coletam coordenadas espaciais que reproduzem, com alta precisão, cada detalhe do monumento, facilitando um acompanhamento detalhado da sua conservação.

O trabalho tem a colaboração da Universidade de Ferrara, na Itália, que enviou uma equipe de pesquisadores para realizar o escaneamento do Museu do Ipiranga. Eles explicam que o processo é análogo a um exame de raio-x ou tomografia, permitindo navegar pelo espaço da construção como se fosse um órgão do corpo humano.

A parceria também envolve a Universidade de São Paulo (USP), cuja professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Beatriz Kuhl, destaca que essa metodologia viabiliza a prevenção de complicações estruturais futuras. É uma evolução na conservação, transformando o monitoramento do museu em um processo mais eficaz e proativo.

O Museu do Ipiranga, que completou mais de 130 anos, passou por cinco anos de fechamento antes de sua reinauguração em 2022. Antes da revitalização, já havia sido submetido a escaneamentos semelhantes. Agora, com o levantamento detalhado feito pela equipe italiana, os dados serão utilizados para criar um programa contínuo de conservação que assegure a preservação do patrimônio pelo tempo.

📰 Veja também