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Minas Gerais

Delegada envolvida em caso de morte de gari em BH retorna ao trabalho após mais de um ano afastada

Ana Paula Lamego Balbino voltou à Polícia Civil com ajustamento funcional após licença médica iniciada em agosto de 2025.

17/10/2026 às 18h27
1 de 1 O empressário Renê da Silva Nogueira Júnior, casado com a delegada Ana Paula Balbino Nogueira, foi preso suspeito de atirar e matar o gari Laudemir de Souza Fernandes
1 de 1 O empressário Renê da Silva Nogueira Júnior, casado com a delegada Ana Paula Balbino Nogueira, foi preso suspeito de atirar e matar o gari Laudemir de Souza Fernandes — Foto: Reprodução

A delegada da Polícia Civil de Minas Gerais, Ana Paula Lamego Balbino, retornou ao trabalho na última quinta-feira (8), após ficar afastada por mais de um ano em licença médica. Ela recebeu um ajustamento funcional de 90 dias, que permite a adaptação temporária das suas atividades às condições de saúde da servidora.

O afastamento de Ana Paula Lamego teve início em agosto de 2025, logo após o assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes, ocorrido no bairro Vista Alegre, na Região Oeste de Belo Horizonte. O marido da delegada, Renê da Silva Nogueira Júnior, está preso e responde a julgamento popular por homicídio triplamente qualificado, além de outras acusações como ameaça e porte ilegal de arma.

A arma utilizada no crime pertencia à delegada Ana Paula, que foi indiciada por prevaricação e porte ilegal de arma de fogo. Além disso, responde atualmente a um processo administrativo disciplinar na Corregedoria-Geral da Polícia Civil.

Leia também: Pai e filho são presos por assassinato de homem em chácara no Centro-Norte do Piauí

Em setembro de 2026, a delegada foi transferida da Casa da Mulher Mineira para a Diretoria de Administração e Pagamento de Pessoal, setor vinculado à Superintendência de Planejamento, Gestão e Finanças da corporação. A mudança foi aprovada pelo Órgão Especial do Conselho Superior da PCMG, fundamentada na Lei Complementar nº 129/2013, que prevê a remoção de policiais civis para setores administrativos em casos de afastamento superior a 180 dias.

O assassinato do gari Laudemir ocorreu em 11 de agosto de 2025 durante um desentendimento no trânsito envolvendo o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, que efetuou disparos contra a vítima. Renê foi preso horas após o crime, em uma academia de Belo Horizonte.

A justiça ainda não definiu a data do julgamento popular do empresário, que responde por homicídio com as qualificadoras de motivo fútil, perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima.

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