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Minas Gerais

Justiça decide levar a júri segundo acusado por homicídio de homem carbonizado na BR-381

Carlos Daniel Feitosa de Souza será julgado pelo Tribunal do Júri por participação no assassinato de Antônio de Lira Rodrigues em Governador Valadares.

17/10/2026 às 15h52
1 de 3 Corpo de Antônio de Lira Rodrigues foi encontrado dentro do carro dele, próximo a BR-381
1 de 3 Corpo de Antônio de Lira Rodrigues foi encontrado dentro do carro dele, próximo a BR-381 — Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

A Justiça de Governador Valadares, no Leste de Minas Gerais, decretou o julgamento pelo Tribunal do Júri de Carlos Daniel Feitosa de Souza, acusado de envolvimento no assassinato de Antônio de Lira Rodrigues, de 65 anos. O crime aconteceu em julho de 2025, quando a vítima foi encontrada carbonizada dentro de seu carro às margens da BR-381, próximo ao distrito de Baguari.

Carlos Daniel responderá pelos crimes de homicídio qualificado, pelos motivos torpe e mediante emboscada, além de destruição de cadáver. A decisão, assinada pelo juiz David Pinter Cardoso da 3ª Vara Criminal, ocorreu no dia 6 de outubro e representa a sentença de pronúncia, momento processual que autoriza o prosseguimento para julgamento pelos jurados, mas não configura condenação.

O magistrado também determinou a manutenção da prisão preventiva do acusado. Até o momento, não há data prevista para o início do júri.

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De acordo com a investigação da Polícia Civil, imagens de câmeras de monitoramento mostraram Carlos Daniel assumindo a condução de um carro branco que seguiu o veículo em que estavam Antônio de Lira e o outro réu, Weuves Dionisio Lopes Vasconcelos. Weuves foi condenado a 31 anos e 2 meses de reclusão, em regime fechado, pelo mesmo crime.

Em audiência realizada em setembro de 2026, Carlos Daniel afirmou desconhecer o motivo de sua prisão e declarou ter utilizado o carro branco apenas para uma viagem do Espírito Santo a Minas Gerais, afirmando que dirigia para a irmã grávida. Ele não apresentou respostas às perguntas do Ministério Público durante o interrogatório, limitando-se aos questionamentos da defesa.

Carlos Daniel foi preso em fevereiro de 2026, em São Mateus, Espírito Santo, após ser identificado como o motorista do veículo que acompanhou a vítima momentos antes do crime. O caso segue com os processos de Carlos Daniel e Weuves tramitando separadamente.

A vítima, Antônio de Lira Rodrigues, foi identificada por exame da arcada dentária devido ao estado avançado de carbonização do corpo. A Polícia Civil aponta que o assassinato foi premeditado e motivado por uma dívida estimada em R$ 200 mil que Weuves tinha com Antônio. O incêndio do veículo teria sido usado para tentar ocultar o cadáver.

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