Ana Amélia Paulino, pecuarista de Goiás, é destaque na lista das 100 Mulheres Poderosas do Agro pela Forbes em 2026
Ana Amélia Paulino, presidente do Sindicato Rural de Porangatu, é reconhecida entre as líderes influentes do agronegócio brasileiro pela Forbes.
A pecuarista Ana Amélia Avelar Ferreira Paulino, que preside o Sindicato Rural de Porangatu, no norte de Goiás, foi incluída na lista das 100 Mulheres Poderosas do Agro de 2026, elaborada pela Forbes Brasil. A divulgação ocorreu em 15 de outubro, Dia Internacional da Mulher Rural, e destaca produtoras, pesquisadoras, empresárias e lideranças do agronegócio nacional.
A edição de 2026 da lista retornou após sua primeira publicação em 2021, e valoriza a capacidade de decisão, os resultados alcançados e a influência exercida pelas participantes em seus setores.
Trajetória e atuação
Formada em direito, Ana Amélia administra a Fazenda Barra das Onças, onde conduz um rebanho aproximado de 3 mil bovinos da raça Nelore e trabalha também na criação de cavalos. Além disso, ela preside a Comissão de Equideocultura da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg).
Em 2024, assinou a história local ao se tornar a primeira mulher presidente do Sindicato Rural de Porangatu, função que ocupa pela primeira vez após ter sido a pioneira a compor a diretoria da entidade, que tem 58 anos de existência. Dentre os 121 sindicatos rurais de Goiás, apenas dez são atualmente presididos por mulheres.
A cidade de Porangatu é destaque em Goiás por abrigar um dos maiores rebanhos bovinos do estado, com cerca de 458 mil animais, ficando atrás apenas de Nova Crixás e São Miguel do Araguaia.
Perspectivas e legado
Perto de encerrar seu mandato, Ana Amélia disputa a reeleição em outubro para um novo período até 2029. Nas redes sociais, comemorou a homenagem da Forbes e compartilhou sua trajetória desde a mudança de São Paulo para o campo goiano, ressaltando a influência da família no amor pela pecuária.
Ela também deixou uma mensagem inspiradora para outras mulheres que desejam ocupar espaços no agronegócio, área em que a participação feminina ainda é minoritária, conforme os dados dos sindicatos rurais em Goiás.