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São Paulo

Câmara de Guarulhos devolve projeto de reajuste do IPTU para análise mais aprofundada

Projeto do prefeito Lucas Sanches que propôs reajustes escalonados no IPTU foi retirado para novos estudos e votação foi adiada.

16/10/2026 às 21h43

A Câmara Municipal de Guarulhos devolveu para a Prefeitura, na sexta-feira (16), o projeto de lei que previa um reajuste do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de até 15% para o ano de 2027. A proposta, encaminhada pelo prefeito Lucas Sanches (PL) na última terça-feira (13), tinha como objetivo recompor os valores do imposto que estavam congelados desde 2017.

O texto previa um aumento escalonado – de 10%, 12,5% e até 15% – considerando o valor dos imóveis, buscando equilibrar a capacidade de contribuição dos moradores com a necessidade de arrecadação municipal. A Prefeitura argumenta que não se trata de um aumento real, mas de uma correção da inflação acumulada no período, conforme orientações do Ministério Público e do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Guarulhos, que possui quase 1,3 milhão de habitantes e é a segunda cidade mais populosa do estado de São Paulo, estima arrecadar R$ 946 milhões com o IPTU em 2026, incluindo multas e juros.

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Reação e adiamento da votação

A proposta foi enviada em regime de urgência para votação na Câmara, com a intenção de agilizar a aprovação para que as alterações pudessem valer já no próximo ano. No entanto, a rapidez na tramitação causou apreensão entre vereadores da oposição, que afirmaram a necessidade de mais debate.

O vereador Edmilson Souza (PSOL) destacou que o projeto impactaria o IPTU de toda a cidade e criticou a falta de tempo para que a população fosse informada sobre as mudanças: “uma votação tão rápida impede a divulgação adequada e pode surpreender os moradores quando receberem o carnê do IPTU”.

A sessão extraordinária marcada para discutir e votar o projeto foi cancelada após a devolução do texto para análise mais detalhada. Segundo o presidente da Câmara, Miguel Martelo (Republicanos), a medida visa assegurar que o projeto seja melhor estudado antes de ser apreciado pelos vereadores.

Até o momento, a Prefeitura e a Câmara Municipal não forneceram esclarecimentos adicionais à imprensa sobre o futuro do projeto.

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