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São Paulo

Justiça paulista nega devolução de R$ 163 milhões a advogado que apostou bilionário valor em plataforma online

Magistrado ressalta risco assumido em apostas e impede importunação do advogado pela casa de apostas Blaze.

16/10/2026 às 20h46  ·  Atualizado em 16/10/2026 às 20h48
1 de 1 Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da JBS realiza reunião para oitiva do advogado Willer Tomaz e apreciação de requerimentos.
1 de 1 Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da JBS realiza reunião para oitiva do advogado Willer Tomaz e apreciação de requerimentos. — Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A Justiça de São Paulo negou o pedido do advogado Willer Tomaz para reaver R$ 163 milhões perdidos em apostas feitas na plataforma Blaze, casa de apostas online. A decisão foi proferida pela 44ª Vara Cível da capital paulista, que entendeu que os riscos envolvidos nas apostas eram voluntariamente assumidos pelo apostador.

Willer Tomaz, amigo do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), é alvo de investigação da Polícia Federal por suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo operações em casas de apostas. Entre janeiro de 2025 e julho de 2026, o advogado teria movimentado R$ 6,6 bilhões em apostas na plataforma, com prejuízo declarado de R$ 188,5 milhões, conforme dados apresentados pela sua defesa.

A decisão judicial

Segundo o juiz Guilherme Madeira Dezem, o advogado solicitou e obteve mesas privativas de apostas na Blaze, com limite de até R$ 500 mil por aposta, para operarem em valores considerados “exorbitantes”. O magistrado destaca que a perda financeira e o abalo emocional são consequência direta do risco inerente às apostas de alto valor, ressaltando que a atividade contratada foi feita de maneira voluntária pelo jogador.

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Apesar de negar o pedido de devolução, a sentença concedeu a Willer Tomaz o direito de não ser mais importunado pela casa de apostas, implicando em restrições para contato ou cobrança por parte da plataforma.

Contexto da investigação e relações pessoais

Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro viajaram juntos em janeiro de 2025 em uma aeronave de empresa ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. A Polícia Federal abriu investigações que chegaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) porque e-mails interceptados indicaram que Flávio foi cadastrado como “usuário master” da conta bancária de uma empresa de Tomaz, situação que o senador nega com veemência.

O advogado, por sua vez, afirma que não há vinculação financeira ou societária com o senador, ressaltando que qualquer suspeita é

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