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São Paulo

Elefante Sandro completa um mês de adaptação no Santuário de Elefantes Brasil após quatro décadas em Sorocaba

Após transferir-se ao Mato Grosso, elefante Sandro explora novo ambiente e interage à distância com fêmeas, enquanto ganha musculatura.

16/10/2026 às 20h35

O elefante Sandro, com 54 anos, completou um mês no Santuário de Elefantes Brasil (SEB), localizado na Chapada dos Guimarães, Mato Grosso, após passar mais de 40 anos no Zoológico de Sorocaba, em São Paulo. A transição, realizada em setembro de 2026, foi acompanhada de perto pela equipe do santuário, que observa sua adaptação como rápida e positiva.

Sandro explora livremente o espaço do santuário desde os primeiros dias após sua chegada. O presidente do SEB, Raphael Bontempi Ferreira, relatou que o elefante demonstra grande curiosidade e independência, realizando atividades naturais como banhos de lama, esfregar-se em árvores e explorar a vegetação ao seu redor. Durante o período, Sandro chegou a derrubar algumas árvores durante suas brincadeiras, comportamento que os cuidadores consideram benéfico.

Quanto à alimentação, o processo tem sido gradual para evitar transtornos digestivos, mantendo-se inicialmente itens semelhantes aos do zoológico, como feno, capim e frutas picadas. Testes com novas opções, incluindo melancia, indicam que Sandro prefere a polpa da fruta. Essas observações auxiliam a equipe a estimular a autonomia alimentar do animal, respeitando suas preferências.

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A saúde de Sandro é monitorada constantemente, incluindo seus hábitos diurnos e noturnos, alimentação e uso do espaço. Um dos desafios detectados é a fraqueza muscular nas pernas e uma condição corporal abaixo do ideal para sua idade e porte. Entretanto, o santuário espera que a movimentação frequente contribua para o fortalecimento muscular e o ganho de peso. O animal tem se mostrado ativo, caminhando e explorando os recintos regularmente.

Como o primeiro macho residente do SEB, Sandro convive sensorialmente com seis outras fêmeas, habitantes do santuário, sem contato físico, mas com comunicação por meio de vocalizações, odores e visualizações de até 20 metros de distância. A estrutura permite aproximação futura mediante avaliação da interação entre os animais e seu interesse mútuo, respeitando o comportamento natural da espécie, que geralmente mantém machos e fêmeas separados.

Na antiga residência do elefante, em Sorocaba, seu ex-tratador, Sérgio Domingues, homenageou Sandro com uma tatuagem no mesmo dia da transferência, simbolizando o vínculo especial e o respeito construído durante os anos de convivência e cuidados diários com o animal.

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