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Paraná

Ministério Público denuncia equipe médica do Paraná por morte de criança causada por falhas no atendimento de influenza

Denúncia aponta que erros na avaliação e comunicação médica resultaram na morte de menino de 4 anos após infecção por influenza B em hospital de Joaquim Távora.

16/10/2026 às 18h12

O Ministério Público do Paraná denunciou uma equipe médica do Hospital Comunitário Dr. Lincoln Graça, localizado em Joaquim Távora, pelo crime de homicídio culposo na morte de uma criança de 4 anos. A vítima foi internada em 9 de junho de 2026 com febre e vômitos, tendo falecido no dia seguinte em decorrência de complicações causadas por infecção por influenza tipo B.

A investigação policial apontou falhas na comunicação interna da equipe de saúde e o não cumprimento de procedimentos essenciais, como a ausência da realização do exame para detecção da influenza, que havia sido solicitado pelo médico responsável, mas não comunicada verbalmente à equipe de enfermagem, resultando na não efetivação do teste. Além disso, apelos da família por uma reavaliação médica durante a madrugada não foram atendidos.

Fatos apurados na investigação

O médico, a enfermeira e duas técnicas de enfermagem que compunham a equipe no momento foram denunciados pelo MP por homicídio culposo, tendo o órgão ministerial requerido à Justiça a aplicação da pena aumentada devido à inobservância das regras técnicas da profissão, além da reparação pelos danos causados aos familiares da criança.

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Durante o atendimento, apesar do registro do pedido do exame para identificar o vírus, a equipe de enfermagem não realizou o procedimento, devido à falta de comunicação adequada, já que a rotina do hospital previa o uso de comunicação verbal para tais ordens, fato que não ocorreu conforme a apuração.

Na madrugada seguinte, a equipe médica foi comunicada da piora do quadro da criança, que apresentou redução na saturação de oxigênio para 84%, um indicativo grave que demanda atenção especializada. Contudo, não houve reavaliação médica presencial nem encaminhamento para unidade de terapia intensiva, limitando-se apenas à prescrição de medicação por telefone. A vítima permaneceu sem exames complementares até seu falecimento.

Posicionamento da instituição e autoridades locais

A instituição hospitalar informou que colabora com as investigações da Polícia Civil e Ministério Público, disponibilizando documentos, prontuários e imagens internas. Declarou ainda que instaurou sindicância interna para identificar responsabilidades, ressaltando que tal atitude configura uma conduta isolada na trajetória dos profissionais envolvidos.

Por sua vez, a Prefeitura de Joaquim Távora expressou condolências à família e esclareceu que mantém acordo de parceria com o hospital para prestação de serviços de saúde na área de urgência e emergência. Destacou que o município presta total apoio às investigações, mas entende que a apuração deve ocorrer pela entidade privada e pelo Judiciário, não havendo indícios de desvio ou má gestão de recursos públicos.

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